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O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada defendeu, esta sexta feira que a Autarquia, ao comemorar o Dia da Restauração da Independência, feriado nacional, está a celebrar “a identidade do povo, a nossa nacionalidade, fazendo um exercício de memória numa homenagem à História”.

Falando no encerramento da cerimónia comemorativa do Dia da Restauração, uma iniciativa da Câmara, em parceria com o representante da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, Eduardo Ferraz da Rosa, que, este ano, contou com uma conferência proferida pelo Professor Reis Torgal, o Presidente saudou o palestrante que, “além de reavivar a memória sobre a nossa História, conferiu conhecimentos”.

Sobre as comemorações propriamente ditas, José Manuel Bolieiro disse serem para continuar, porque “honram, dignificam e elevam a Câmara Municipal de Ponta Delgada”.

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“Honramos, com estas comemorações -, que se tornaram possíveis graças à parceria com o Prof. Ferraz da Rosa, representante da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a quem agradeço -, o nosso adquirido histórico, a referência enquanto povo, enquanto nação e enquanto Município” – adiantou.

Entretanto, Ferraz da Rosa, que apresentou o conferencista e, também abordou a Restauração da Independência, disse que os Açores são o contributo mais positivo para a reflexão universal sobre a questão, sublinhando: “talvez já tenhamos cumprido uma parte da melhoria da realidade”.

O Professor Reis Torgal, que se confessou um “devoto dos Açores, a terra mais linda do mundo”, recordou as várias estórias sobre a História da Restauração da Independência e disse ter sido um “prazer” aceitar o convite para proferir a palestra sobre a matéria na Câmara Municipal de Ponta Delgada.

Durante mais de uma hora, Reis Torgal sustentou que o tem da sua conferência “pode ligar-se a realidades que estão hoje muito presentes, como o conceito da Autonomia, que é muito querido aos Açores, e numa altura em que se vive uma “globalização infernal no mundo atual”.

“É importante falar da Restauração nos Açores, que têm uma relação tão querida com a Autonomia” – referiu, aproveitando a oportunidade para homenagear João Bosco Mota Amaral, o primeiro Presidente do Governo Regional dos Açores, presente na cerimónia.

Reis Torgal não se limitou a falar apenas do sentido político da Restauração da Independência. Debruçou-se sobre a questão social, uma vez que se vivia, em Portugal, no século XVII, tempos difíceis, de fome, de seca e de pobreza.

No final da sua conferência, agradeceu à Câmara de Ponta Delgada por ser um exemplo positivo, ao dar significado ao Dia da Restauração de Portugal.

Antes da cerimónia, procedeu-se ao hastear das bandeiras, com a Banda Militar dos Açores, a tocar os hinos da Restauração, dos Açores e de Portugal.

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