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A decisão de indemnizar Alexandra Reis, noticiada pelo Correio da Manhã, foi criticada por toda a oposição e, inclusivamente, por vários dirigentes do PS, e posta em causa pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Após o anúncio da saída de Alexandra Reis, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, que acompanhou esse processo junto da TAP, também pediu a demissão do Governo, o que levou logo a seguir Pedro Nuno Santos a solicitar ao primeiro-ministro a sua exoneração do executivo.

Na sequência deste caso, a Iniciativa Liberal formalizou a apresentação de uma moção de censura ao Governo, na Assembleia da República, onde o PS tem maioria absoluta.

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Desde o início de funções do atual Governo, em 30 de março passado, a saída de Pedro Nuno Santos é considerada a mais relevante do ponto de vista político, não só por causa da complexidade das pastas sob a sua responsabilidade, como também pelas consequências na vida interna do PS.

Pedro Nuno Santos, cabeça de lista em Aveiro pelo PS nas últimas eleições legislativas e apontado como um potencial sucessor de António Costa na liderança dos socialistas, regressa agora ao seu lugar de deputado na Assembleia da República.

Antigo líder da JS entre 2004 e 2008, Pedro Nuno Santos esteve ao lado de António Costa nas eleições primárias do PS em 2014, em que o atual líder socialista substituiu António José Seguro como candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 2015.

Com o PS no Governo, o antigo secretário-geral da JS, conotado com a ala esquerda do seu partido, foi depois, entre 2015 e 2019, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, onde desempenhou um papel considerado fundamental na coordenação do primeiro executivo minoritário de António Costa com os partidos da chamada “Geringonça”: Bloco de Esquerda, PCP e PEV.

Natural de São João da Madeira e licenciado em Economia, Pedro Nuno Santos desempenhava desde fevereiro de 2019 o cargo de ministro das Infraestruturas e da Habitação.

No fim de junho, esteve em vias de ser demitido pelo primeiro-ministro, depois de o seu Ministério ter feito publicar uma portaria sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, diploma que António Costa revogou e que motivou um pedido público de desculpas por parte de Pedro Nuno Santos.

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