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Israel venceu hoje, pela quarta vez, o Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Toy”, interpretado por Netta, enquanto a canção portuguesa, “O Jardim”, defendida por Cláudia Pascoal e escrita por Isaura, ficou em último lugar.

Israel foi o país que obteve maior pontuação (529 pontos), atribuída pelos espetadores de cada país e pelos júris nacionais dos 43 países que participaram na edição deste ano, embora apenas 26 canções tenham competido na final.

A final da 63.ªedição do Festival Eurovisão da Canção decorreu hoje à noite na Altice Arena, em Lisboa.

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Milhares festejam vitória de Israel no Eurovision Village, a música favorita da noite

Milhares de portugueses e estrangeiros festejam esta noite, no Eurovision Village, a vitória de Israel no Festival Eurovisão da Canção, que já era a favorita para aqueles que se deslocaram ao Terreiro do Paço, em Lisboa.

Eram várias as cores que pintavam o espaço, localizado junto ao rio e que serviu de “aldeia” aos entusiastas da Eurovisão, mas o azul e branco de Israel eram das mais repetidas.

Com bandeiras, varinhas de luz, passando por bandoletes iluminadas e pinturas faciais, os fãs de Netta, a israelita que interpretou a música “Toy”, marcaram presença, e em peso, em Lisboa.

O ponto alto da noite ocorreu quando a artista subiu ao palco, pondo o Terreiro do Paço em alvoroço. Vários fãs dançaram e acompanharam Netta, mostrando que sabiam de cor a letra da música vencedora. O passo mais repetido era a “dança da galinha”, que fazia parte da coreografia feita pela própria artista.

De cada vez que a emissão, que passava nos três ecrãs gigantes, relembrava a interpretação da israelita, o Eurovision Village vibrava.

Perto da meia-noite, quando foi revelado que Israel era o país vencedor da edição deste ano do maior certame de música a nível europeu, os presentes fizeram a festa no Terreiro do Paço, e voltaram a acompanhar a música vencedora, na última atuação da noite.

Israel venceu hoje, pela quarta vez, o Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Toy”, interpretado por Netta, enquanto a canção portuguesa, “O Jardim”, defendida por Cláudia Pascoal e escrita por Isaura, ficou em último lugar.

Israel foi o país que obteve maior pontuação (529 pontos), atribuída pelos espetadores de cada país e pelos júris nacionais dos 43 países que participaram na edição deste ano, embora apenas 26 canções tenham competido na final.

A par de Israel, as cores que mais marcaram o Terreiro do Paço foram as de Espanha, apesar de os fãs mais arrojados serem os do Reino Unido, sendo que a maioria trajava a rigor da cabeça aos pés.

Também o Arco da Rua Augusta e a estátua de D. José, no centro da praça, ficaram iluminados de várias cores ao longo da noite.

Em coro, o Terreiro do Paço cantou “Amar pelos Dois”, a música que deu a vitória a Portugal há um ano, e que foi interpretada hoje por Salvador Sobral e Caetano Veloso, tendo sido o momento mais aplaudido da noite.

A praça estava cheia, mas entrar foi um desafio. Pelas 18:00 (duas horas antes do início da cerimónia) já havia várias filas criadas para entrar no recinto, que se prolongavam por várias centenas de metros, e o público aguardava pelo menos uma hora até entrar.

Para os fãs ouvidos pela agência Lusa, Israel foi o justo vencedor.

A portuguesa Margarida Videira, de 20 anos, tinha “Toy” como a música favorita entre os participantes deste ano.

“Era a minha canção favorita, foi perfeito. Por um momento pensei que a Suécia ou a Áustria pudessem ganhar. Não são preferências e então vou admitir, estava triste mas felizmente saiu uma canção que eu adoro”, disse.

Apesar de gostar da música portuguesa, “o Jardim”, a jovem considera que “uma balada não resulta duas vezes de seguida”, e por isso Portugal precisava “de uma música mais animada” e de inovar.

Também ouvida pela Lusa, a israelita Adi Cohen, de 16 anos, disse esperar a vitória. Ainda assim, mal foram anunciados os resultados, a jovem não conseguiu conter a emoção e o choro de alegria.

“Eu esperava [a vitória], mas nunca se sabe quem vai ganhar”, afirmou.

Quanto à realização da próxima edição do Festival Eurovisão da Canção no seu país, Adi admitiu que “é um sonho tornado realidade”.

Também para a sueca Frida Israels, “ganhou a melhor canção”. Apesar de também torcer pela República Checa, a jovem mostrou-se “muito feliz” com o resultado.

Já em relação à prestação da Suécia, Frida apontou que “correu melhor que o esperado”.

A noite encerrou no Eurovision Village com uma sessão de fogo-de-artifício ao som da música vencedora.

Portugal atribuiu um ponto a Israel, júris nacionais e público em desacordo

O júri de Portugal atribuiu apenas um ponto à canção de Israel, que venceu no sábado à noite o Festival Eurovisão da Canção, numa edição em que os telespectadores e os júris nacionais não concordaram sobre quem deveria triunfar.

Ao contrário do que sucedeu em 2017, quando Salvador Sobral venceu o concurso, alcançando o primeiro lugar entre público e júris nacionais, no sábado à noite a decisão não foi unânime.

Israel venceu pela quarta vez o Festival Eurovisão da Canção, realizado este ano na Altice Arena, em Lisboa, seguida do Chipre e da Áustria. Portugal, com o tema “O Jardim”, interpretado por Cláudia Pascoal e escrito por Isaura, ficou em último lugar.

A canção da Áustria liderava a tabela de pontuação após a votação dos júris nacionais, com 271 pontos, enquanto a de Israel era terceira, com 212 pontos, e a do Chipre 5.ª, com 183 pontos.

Na votação do público, a canção de Israel, “Toy”, interpretada por Netta, foi a mais votada, com 317 pontos, suficientes para vencer. A canção do Chipre foi a segunda mais votada pelos telespectadores e o tema da Áustria não foi além da 13.ª posição nesta votação, caindo, no final, para o terceiro posto.

O júri de Portugal deu apenas um ponto à canção de Israel, preferindo atribuir a pontuação máxima, 12 pontos, à Estónia, que terminou em oitavo lugar. Deu ainda dez pontos à Albânia, oito à Áustria, sete à Bulgária, seis à Lituânia, cinco à França, quatro à Itália, três à Eslovénia e dois à canção de Espanha.

Após a atuação das 26 canções que participaram na final, o Chipre era o favorito para vencer, seguido de Israel, Alemanha, Irlanda, e Estónia, segundo a média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso. A Áustria, que terminou em terceiro lugar, era apenas a 20.ª favorita à vitória em Lisboa.

Lisboa acolheu, pela primeira vez, no sábado à noite a final da 63.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, na qual competiram 26 países.

Portugal, por ser o país anfitrião, teve entrada direta na final, bem como Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália e França, os países que contribuem com mais verbas para a União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês), que organiza o concurso, ficando assim isentos das semifinais.

Portugal em último lugar pela quarta vez

Um ano depois de ter vencido pela primeira vez o Festival Eurovisão da Canção, tendo por isso acolhido a edição de 2018 em Lisboa, Portugal ficou no sábado pela quarta vez em último lugar no concurso.

“O Jardim”, música interpretada por Cláudia Pascoal e composta por Isaura, entrou hoje para o grupo das piores classificações portuguesas de sempre de Portugal no Festival Eurovisão da Canção.

Além da 63.ª edição, cuja final decorreu no sábado à noite na Altice Arena, Portugal tinha ocupado o último lugar na 9.ª edição, em Copenhaga, em 1964 (António Calvário, com “Oração”, que obteve zero pontos), na 19.ª, em Brighton, no Reino Unido, em 1974 (Paulo de Carvalho, com “E depois do adeus”, com três pontos), e na 42.ª, em Dublin, em 1997 (Célia Lawson, com “Antes do adeus”, com zero pontos).

Este ano, a canção portuguesa conseguiu 39 pontos (21 atribuídos pelos júris nacionais e 18 pelo público).

Os 21 pontos de Portugal chegaram da Holanda (dois pontos), da Irlanda (seis), da Estónia (três), da Suíça (três) e da Lituânia (sete).

Até Salvador Sobral ter vencido o concurso no ano passado, em Kiev, Portugal nunca tinha passado de um sexto lugar, conseguido com Lúcia Moniz e “O meu coração não tem cor”, em 1996.

A primeira participação portuguesa foi em 1964, tendo até hoje falhado cinco edições (em 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).

Das 50 canções portuguesas que concorreram ao Festival da Eurovisão, dez ficaram nos dez primeiros lugares.

A primeira vez foi em 1971, com “Menina do alto da serra”, interpretada por Tonicha, a conseguir alcançar um 9.º lugar. Nos dois anos seguintes, Portugal manteve-se nos dez primeiros lugares com “A festa da vida” (7.º lugar), interpretada por Carlos Mendes, e “Tourada” (10.º), cantada por Fernando Tordo.

Ainda na década de 1970, Portugal conseguiu um 9.º lugar com “Sobe, sobe, balão sobe”, interpretada por Manuela Bravo, em 1979. Um ano depois, já nos anos 1980, José Cid conseguia o 7.º lugar, com “Um grande, grande amor”.

Na década de 1990, além do 6.º lugar de Lúcia Moniz, Portugal ocupou três vezes lugares no ‘top ten’: em 1991, com Dulce Pontes e “Lusitana Paixão” (8.º), em 1993, com Anabela e “A cidade (até ser dia)” (10.º), e em 1994, com Sara Tavares e “Chamar a música” (8.º).

Ao longo dos anos, as músicas que representaram Portugal foram em larga maioria cantadas em português, com exceção de três anos: 2005, 2006 e 2007.

Em 2005, Portugal concorreu pela primeira vez com uma música cantada parcialmente em inglês. Em “Coisas de nada (gonna make you dance)”, interpretada pela ‘girlsband’ Nonstop, o refrão era em inglês.

No ano seguinte, os 2B (Rui Drumond e Luciana Abreu) levaram ao festival “Amar”, uma música cantada maioritariamente em inglês. Já a música que representou Portugal no concurso em 2007, “Amar”, de Sabrina, tinha uma letra maioritariamente em português, mas com algumas frases em francês, espanhol e inglês.

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