Isabel Almeida Rodrigues defende uma avaliação do modelo de serviço postal universal

A cabeça de lista do PS/Açores às Eleições Legislativas nacionais do próximo dia 6 de outubro, afirmou, esta segunda-feira, que a próxima legislatura é o momento indicado para que se “avalie o modelo e as condições de prestação do serviço postal universal, tendo em conta que o contrato de concessão deste mesmo serviço termina a 31 de dezembro de 2020”.

Isabel Almeida Rodrigues, que falava à margem de uma reunião com a direção de operação dos CTT dos Açores, lembrou ainda que já ao longo desta última legislatura, os deputados dos Açores eleitos à Assembleia da República desenvolveram um trabalho de acompanhamento, quer junto do Governo da República quer junto da ANACOM, no sentido de se perceber a forma como estava a ser este serviço prestado.

Para a candidata socialista, a prestação deste serviço apresenta constrangimentos que importam resolver, não sendo por isso aceitável que, “uma carta demore uma semana para fazer o seu percurso dentro da própria freguesia ou que 6,5 milhões de cartas no ano passado tenham levado demasiado tempo a chegar ao seu destino, tal como apontam os dados da avaliação feita pela ANACOM”, referiu a candidata.

Nesse sentido, e de acordo com Isabel Almeida Rodrigues, a candidatura do Partido Socialista propõe-se a acompanhar de perto este dossiê, defendendo assim os interesses dos Açores porque, “importa não só acautelar as questões relativas à carga que vem do continente para a Região, mas também a carga e outros serviços que se movimentam dentro das próprias ilhas e inter-ilhas”.

Após terem sido os CTT privatizados pelo governo do PSD em 2014, o que levou ao encerramento de muitos postos e a que muitas sedes de concelho que ficassem sem a respetiva estação, o esforço de recuperação que tem vindo a ser feito ao longo da última legislatura deve ser intensificado, comprometendo-se assim a candidata do PS/Açores a lutar na “defesa intransigente dos interesses das Açorianas e dos Açorianos relativamente ao serviço postal universal”.

Sobre o Subsídio Social de Mobilidade, Isabel Almeida Rodrigues recordou, na ocasião, que os deputados do PS na Assembleia da República já publicaram uma resolução, no sentido de se retirar carga burocrática ao reembolso do subsídio, “não sendo por isso admissível o tempo de espera, neste âmbito, nos CTT´s”.

Com a revisão e publicação, na passada sexta-feira, do modelo de acessibilidades da Região Autónoma da Madeira, Isabel Almeida Rodrigues recorda que no caso dos Açores, este processo está em curso, em parceria com o Governo Regional.

“O Sr. Primeiro-ministro referiu que há um problema de o crescimento dos custos com o Subsídio Social de Mobilidade não corresponderem a um aumento de residentes transportados, e nós concordamos com isso, pois significa uma falha que pode e deve ser corrigida. Outra coisa é falar do adquirido de mobilidade para o passageiro residente Açoriano, quer ao nível do custo líquido das passagens, quer da ausência de limite de voos utilizados e, isto, reconhecidamente, nunca foi posto em causa, nem pelo Secretário-geral, António Costa, muito menos pelo PS/Açores”, sublinhou a candidata, acrescentando ainda que nessa matéria o PS possui “o património da propositura, da negociação e implementação do atual modelo, que pode e deve ser melhorado”.