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A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que “2020 foi um ano atípico. Mas, em matéria de arte não foi um ano menor”.

Maria José Lemos Duarte falava no Centro Municipal de Cultura na abertura da exposição de escultura de Álvaro Raposo de França onde falou do importante papel da arte e enalteceu o trabalho do insigne escultor.

“A inauguração de uma exposição de Álvaro Raposo de França, mesmo nestas condições excecionais, é sempre um acontecimento relevante na vida cultural de Ponta Delgada”, sustentou, acrescentando que “em tempos de pandemia, fazemo-lo com uma expressão de alegria e de gratidão acrescida por ser possível, apesar de tudo, esta partilha entre o artista e o grande público”. “A arte é, fundamentalmente, partilha!”, rematou a edil.

Referiu-se a Álvaro Raposo de França como “um dos artistas mais conceituados do meio cultural dos Açores, e não só, que muitos nos honra enquanto pontadelgadense”, com mais de quarenta obras públicas – entre estátuas, monumentos e bustos – nos Açores, no continente português e no estrangeiro, e com destacada participação em inúmeras exposições individuais e coletivas.

A Presidente destacou que, “através da sua arte, o artista chama-nos a nossa atenção para diferentes temáticas e convida-nos a várias reflexões, como, na exposição em apreço, o desporto e os encontros e desencontros”.

“Felicito, por isso, em meu nome pessoal e do Município, o escultor Álvaro Raposo de França por esta exposição que, indubitavelmente, enriquece a oferta cultural do concelho e da ilha” e “num tempo de confinamentos forçados, esta exposição liberta-nos o espírito pela força da sua arte”, proferiu a autarca.

Maria José Lemos Duarte agradeceu, na pessoa da consultora do CMC, Maria José Cavaco, a todos os envolvidos na produção da exposição e apelou a que o público, com as devidas condições de segurança, desfrute desta “rara oportunidade para os tempos que correm”.

O artista, por seu turno, agradeceu à Presidente a oportunidade de expor os seus trabalhos.

Com a mostra de Álvaro Raposo de França o CMC encerra o ano de exposições com “chave de ouro”.

Tem como  principal temática o desporto, versando as artes marciais e várias modalidades olímpicas, e onde o cavalo também marca presença.

De salientar as peças desenvolvidas durante o período de confinamento, aproveitando o tempo e o material disponível, e que convidam a uma reflexão sobre encontros e desencontros.

São 36 obras, entre esculturas e desenhos, que podem ser apreciadas na Galeria do Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada até ao dia 30 de dezembro do presente ano de 2020, e que espelham a paixão do artista pelo desporto.

Natural de Ponta Delgada, Álvaro Raposo de França, estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto e terminou a sua carreira profissional como docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Paralelamente,  foi sempre trabalhando no campo da escultura, tendo participado em inúmeras exposições coletivas e dezasseis individuais.

Tem mais de quarenta obras públicas (estátuas, monumentos e bustos), nos Açores, no continente e no estrangeiro.

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