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O Dia da Viola da Terra será celebrado pelo terceiro ano consecutivo nos Açores. Esta celebração surge no seguimento de uma proposta “criada” em 2018,tendo sido escolhido o dia 2 de Outubro, dia seguinte ao Dia Mundial da Música e porque 2 é o número de corações que a Viola da Terra ostenta (na maioria das ilhas) sobre o tampo.

Nesta sequência, têm vindo a acontecer actividades em 7 das 9 ilhas do arquipélago com o principal foco neste que é o instrumento musical que identifica os Açores de forma mais genuína.

Na ilha Terceira, o evento é organizado pela Sons do Terreiro – Associação Cultural, contando com a parceria do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense (GBCRT), da MiratecArts e da Associação de Juventude Viola da Terra. O evento é apoiado pelo Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura.

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Este ano as celebrações na ilha Terceira voltam a ser presenciais. No seguimento do ocorrido em 2020 e em consequência do trabalho iniciado em 2019 com a formação da designada “Orquestra de Violas da Terra Terceirenses”, em 2021,o foco estará novamente apontado para os tocadores de Viola enquanto perpetuadores deste instrumento e responsáveis pela sua actual vitalidade. A presença do tocador de viola continua associada, quase em exclusivo, aos grupos de folclore e às cantorias e pezinhos, no entanto, pretende-se que estes mesmos tocadores possam mostrar-se à sua comunidade em nome individual e um pouco fora do ambiente a que os próprios estão habituados. Desta forma poderão surgir estímulos a que seja desenvolvido um trabalho musical de maior abrangência, ainda que não descurando da matriz tradicional.

Assim, no dia 2 de Outubro, Sábado, pelas 15h00, acontecerá a “Oficina de Violas e Palco Aberto”, na sede do GBCRT. Este evento é aberto a todos quantos queiram participar, sejam tocadores de viola, ou meros entusiastas que desejem ter contacto com a mesma, independentemente do grau de conhecimento. Será um momento de convívio e partilha musical, desprovido de formalismos, onde o conhecimento e diferenças técnicas e de repertório servirão de elemento agregador e de partilha entre tocadores. Um momento onde cada tocador será formador e formando em simultâneo.

No Domingo, 3 de Outubro, a Igreja Paroquial da Ribeirinha acolherá, pelas 18h00, o concerto de Tiago Toste, tocador que se tem evidenciado nos últimos anos e que se iniciou na Viola da Terra Terceirense com 13 anos, pela mão do Mestre José Vieira, da freguesia da Ribeirinha. Tem sido presença assídua nos meios de divulgação electrónica através de vídeos onde demonstra a interpretação de vários temas através de uma técnica singular.

A 5 de Outubro, terça-feira, é a vez de subir a palco Jorge Sousa que contará com convidados para um concerto que se realizará às 18h00 na sede do GBCRT, na Ladeira de S. Bento. É um dos tocadores mais reconhecidos da sua geração. É professor de Viola da Terra no chamado ensino não formal e ao longo dos anos, muitos foram os alunos a quem de forma tradicional.

Na Igreja Paroquial da Vila Nova acontecerá, na sexta-feira 8 de Outubro, pelas 21h00, o concerto de Francisco Valadão. Desde cedo ligado aos instrumentos de corda, é neste momento um dos principais impulsionadores da Viola da Terra na zona do Ramo Grande. Irá apresentar-se tendo como convidados os elementos do projecto “Modas, Toadas e Variações”.

O último concerto da edição deste ano, ocorrerá a 10 de Outubro, Domingo, pelas 18h00. Este momento estará a cargo de Jerry Sousa, tocador de viola que tem integrado vários projectos musicais e cuja capacidade e qualidade de execução é reconhecida por todos, estando em evidência as incursões que faz na área do fado, utilizando a Viola da Terra Terceirense.

Todos os eventos são de entrada livreestando, no entanto, sujeitos a um número limite de espectadores, segundo as normas da Direcção Regional de Saúde, sendo obrigatório o uso de máscara.

Entre os dias 4 e 8 de Outubro, de acordo com a disponibilidade e respeitando as restrições das instituições, algumas escolas da ilha receberão o momento “Conversas com a Viola da Terra”, através do qual o tocador Bruno Bettencourt procura despertar o interesse pelo instrumento junto dos mais novos.

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