Foto: JEdgardo Vieira

A informação foi avançada, esta terça-feira, à agência Lusa pelo secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses.

 

As medidas deverão entrar em vigor a partir da próxima quinta-feira, mas o secretário regional da Saúde remeteu mais esclarecimentos para uma conferência de imprensa que será realizada, amanhã, dia 14 de abril, após a reunião do Conselho de Governo.

“Amanhã [quarta-feira] iremos anunciar as medidas, vamos antecipar para amanhã a conferência que normalmente é feita na quinta-feira exatamente pelo facto de a situação merecer uma atenção particular”, destacou.

Segundo Clélio Meneses, “neste momento há pelo menos três concelhos em Alto Risco o que faz com que, de acordo com o decreto regulamentar regional em vigor, toda a ilha de São Miguel irá passar a Alto Risco”, declarou o governante.

Com a passagem de São Miguel para o patamar de Alto Risco passará a vigorar o recolher obrigatório das 20h00 às 05h00 do dia seguinte durante a semana e das 15h00 às 05h00 ao fim de semana.

O patamar de Alto Risco implica, também, o encerramento dos estabelecimentos de ensino e a adoção do ensino à distância, o que já está a acontecer em toda a ilha de São Miguel; bem como o encerramento dos bares e restaurantes às 15h00, que podem funcionar a partir daí e até às 22h00 em ‘take away’.

“Não são medidas que o governo decide tomar em abstrato, já estavam determinadas, e há uma evolução [da pandemia de Covid-19] nesse sentido”, realçou Clélio Meneses.

A passagem de São Miguel para o patamar de Alto Risco deve-se à inclusão do concelho da Lagoa naquele patamar, onde já estavam os concelhos de Vila Franca do Campo e Nordeste.

“Com três concelhos em Alto Risco fica a ilha em Alto Risco com as medidas resultantes deste nível de risco”, assinalou.

O responsável político pela Saúde na região adiantou também que o concelho da Ribeira Grande está no “limiar” de passar a Alto Risco, sendo que tal vai “depender” do número de casos diário da próxima quarta-feira.

Clélio Meneses considerou que a situação da pandemia na região, devido às “testagens massivas” e à “identificação de casos suspeitas”, está “controlada”, apesar de ser “preocupante”.

“Os números são significativos, merecem uma atenção particular, merecem uma atenção especial e medidas especiais como aquelas que temos vindo a tomar. Mas, é neste pressuposto das medidas que estamos a tomar que se pode dizer que a situação está controlada, apesar de ser preocupante”, realçou.