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O deputado da IL/Açores alertou hoje, na abertura da discussão do Orçamento para 2023, que é necessário “reverter o caminho de crescimento da dívida” pública da região, alertando que “dívida é igual a pobreza”.

Intervindo na Assembleia Legislativa, na Horta, Nuno Barata realçou que a IL tem assumido uma postura “responsável”, defendendo que é preciso “reverter o caminho de crescimento da divida” da Região Autónoma dos Açores porque “só a redução da dívida pode ajudar as empresas e as famílias”.

“Dívida é igual a pobreza. Garantidamente. Nas pessoas, nas famílias, nas empresas, nas regiões e nas nações. Para nós, dívida é igual a pobreza. E, tarde ou cedo, a dívida é para se pagar. E como é para se pagar deixa-se de fazer os investimentos que precisam de ser feitos”, afirmou.

Barata lembrou que, nos últimos 10 anos, a dívida pública açoriana cresceu 869%, acusando os Governos Regionais e os partidos da oposição de então de promoverem um “regabofe”.

“Esta região não pode continuar a suportar um serviço da dívida desta dimensão. Não pode. Mesmo colocando em risco o investimento”, alertou.

Nuno Barata avisou que, na última década, o Produto Interno Bruto (PIB) da região “não cresceu na mesma dimensão da dívida”, defendendo que é preciso inverter a “trajetória de hipotecar o futuro”.

“As dívidas contraídas hoje hipotecam o futuro de amanhã”, assinalou.

Nuno Barata considerou ainda que é preciso travar a “sangria” na transportadora aérea SATA, considerando a privatização da Azores Airlines um “imperativo”.

A proposta de decreto legislativo regional do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2023 autoriza a “alienação da maioria da participação social indireta” da região na SATA Internacional – Azores Airlines e prevê um “endividamento zero”.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

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