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A IL/Açores, partido que suporta o Governo Regional, denunciou hoje os “enormes constrangimentos” dos museus da região na sua gestão corrente, defendendo que as instituições deveriam ser “unidades orgânicas autónomas” com “dotações orçamentais próprias”.

Em comunicado, o deputado único do partido, Nuno Barata, defende a “criação de unidades orgânicas autónomas com dotações orçamentais próprias e consentâneas com a dimensão das respetivas coleções”.

O liberal lembra que os museus e as coleções visitáveis dos Açores “são unidades inorgânicas dependentes diretamente da Direção Regional da Cultura”, considerando que tal modelo “revela enormes constrangimentos” quanto à “gestão corrente” e quanto à “autonomia decisória”, seja ao “nível da manutenção” ou dos “necessários pequenos investimentos”.

“A Iniciativa Liberal repudia esta situação”, critica.

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Na nota é referido que Nuno Barata visitou o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, tendo manifestado “preocupação pela forma como as reservas do museu se encontram armazenadas”, em “condições pouco apropriadas, apesar do enorme esforço que os colaboradores do museu fazem permanentemente”.

“Umas das alas do núcleo de Santo André [do Museu Carlos Machado] está completamente inacabada e sem energia elétrica, há pelo menos quatro anos, tendo-se constatado que técnicos do Museu se encontravam a trabalhar em condições inaceitáveis e com recurso a lanternas portáteis para iluminação”, lê-se no comunicado.

O Governo Regional dos Açores, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, é suportando no parlamento açoriano pelos partidos do governo, pela Iniciativa Liberal e pelo Chega.

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