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O secretário da Saúde do Governo dos Açores assegurou hoje que as escalas de urgência do hospital de Ponta Delgada estão garantidas em janeiro de 2023 e rejeitou pronunciar-se sobre a escolha do novo presidente da unidade.

“As escalas estão garantidas. É importante que os açorianos saibam que as escalas estão garantidas e que não há qualquer situação de rutura no Serviço Regional de Saúde ao nível do serviço de urgência. É bom que haja essa resposta que tranquiliza as pessoas”, afirmou Clélio Meneses, quando questionado pelos jornalistas sobre as escalas para as próximas duas semanas e para janeiro de 2023.

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O governante, que integra o executivo PSD/CDS-PP/PPM, falava após uma visita ao serviço de urgência do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, a maior unidade de saúde dos Açores.

No início do mês, em 02 de dezembro, a presidente do HDES, Cristina Fraga, demitiu-se na sequência da demissão de 21 dos 25 diretores de serviços.

Em novembro, cerca de 400 médicos (191 do Hospital do Divino Espírito Santo) manifestaram indisponibilidade para fazer mais do que as 150 horas de trabalho extraordinário obrigatórias por lei, reclamando um pedido de desculpas do vice-presidente do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Artur Lima (CDS-PP) tinha afirmado em 11 de novembro que os médicos “não podem usar o dinheiro como moeda de troca para dispensar” a prestação de cuidados.

Hoje, Clélio Meneses assegurou que o hospital de Ponta Delgada está a funcionar “normalmente”, com “mais de meia centena” de profissionais de saúde em serviço de urgência, entre eles 30 médicos e 15 enfermeiros.

“Enquanto a nível nacional as notícias são de serviços de urgência encerrados e de dezenas de horas de tempo de espera na urgência, felizmente nos Açores não é assim. Ao contrário de algumas vozes que queriam o caos, nos Açores os serviços de urgência funcionam normalmente”, reforçou.

Clélio Meneses lembrou que os “diretores de serviço retiraram o pedido de demissão” e que a unidade de saúde está a “funcionar normalmente”.

“Tem havido sempre a necessidade de contratações externas para assegurar serviços de urgência ao longo do tempo, mas podemos dizer que, neste momento, é maioritariamente assegurado por médicos do serviço, tal como acontecia antes de novembro deste ano”, acrescentou.

Depois de um “período complicado em novembro”, o tempo médio de espera na urgência é de “menos de duas horas” para a pulseira amarela, referente a “situações com alguma gravidade”, indicou o secretário regional.

“No que diz respeito ao trabalho suplementar médico, dar a nota de que estamos em negociações com sindicatos para rever o diploma para que durante o mês de janeiro termos um diploma que vai ao encontro das expectativas dos profissionais”, realçou.

Clélio Meneses rejeitou pronunciar-se sobre o prazo para escolher um novo conselho de administração e sobre o perfil que o presidente da unidade deverá ter.

“O novo conselho de administração depende de uma decisão do Conselho de Governo que, a seu tempo, conforme o presidente do Governo já disse, será anunciado”, concluiu.

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