Já não bastavam os flagelos internos que temos nos Açores, para serem agora acrescentados pelos comportamentos violentos de alguns acompanhantes de equipes de futebol que nos visitam, mesmo sabendo que se tratam de grupos pequenos e marginais, é importante que este fenómeno seja identificado e contido.

Estou certo que as polícias estarão atentas a esta realidade e farão o seu trabalho de casa de forma preventiva e proativa, não só aqui nos Açores, mas também quando o Santa Clara se deslocar ao Continente.

Os Açores e os Açorianos sempre foram gente boa, pacífica, trabalhadora, sabem receber os forasteiros, mas a história também nos ensinou que no limite, assim como são capazes do melhor, também são capazes do pior, e como é sabido “a violência puxa a violência”.

Acresce que para sair dos Açores só de avião ou de barco e para bom entendedor meia palavra basta.

Em síntese, os Açores jubilaram com a subida do Santa Clara à primeira divisão, tem a consciência que este novo patamar pode e deve significar mais turistas, mais intercâmbio, mais negócio, mais amizades, mais conhecimento entre os portugueses e não deve descambar num efeito perverso para o resto da economia e sociedade, provocado por marginais de lá e mesmo de cá, embora nos Açores não se conheçam episódios com a dimensão do que ocorreu no fim de semana passado e dos muitos que vemos no continente português e por este mundo fora.

O Santa Clara já tinha muita visibilidade no exterior, mas agora passou a ter o estatuto de Embaixador dos Açores e só tem a ganhar mantendo um elevado padrão de desportivismo e representando os Açores com uma forte competitividade, mas também com muito fair Play.

Goste-se ou não do futebol, somos obrigados a reconhecer que se tornou numa das mais poderosas indústrias do nosso tempo, arrastando multidões, paixões e negócio.

O futebol é muito mais do que violência, ócio, escape para frustrações, fanatismo e um campo para o surgimento de atividades desviantes, o futebol é amor à camisola, desporto, aproximação de povos e culturas, competitividade e representação digna do clube e da sua terra.

E venham todos, mas por bem.

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