As minhas primeiras palavras são de agradecimento ao Açoriano Oriental e designadamente aos membros do júri que me honraram com esta distinção do Prémio Carreira, nesta edição das 100 Maiores Empresas do ano de 2018.

Gualter Furtado agraciado com o prémio carreira na revista “100 Maiores Empresas” do jornal Açoriano Oriental

Os membros do júri são personalidades independentes e de reconhecido Mérito, o que valoriza ainda mais esta distinção de reconhecimento pelos meus 42 anos ao serviço das Instituições onde trabalhei, sejam elas públicas ou privadas.

Este prémio vem acrescentar aos outros com que fui distinguido ao longo da minha vida, e recordo aqui a generosidade de que fui alvo pelos Amigos das Furnas dos Estados Unidos da América, da Câmara Municipal do meu Concelho de nascença que é a Povoação, do Instituto Superior de Economia e Gestão ao colocar-me no Quadro de Honra dos 100 melhores alunos dos 100 anos de Económicas, pela Associação dos Imigrantes nos Açores a AIPA, e as várias homenagens e distinções que os meus amigos caçadores me têm feito e, principalmente, o Cremildo Marques (o Barbas da Ilha do Pico) ao ter promovido um Torneio de Santo Huberto com o meu nome e, finalmente, a Universidade dos Açores.

Este reconhecimento deixa-me muito honrado e com uma sensação de dever cumprido.

Mas quero também aqui sublinhar que, embora ao longo da minha vida me tenha esforçado por cumprir com os meus compromissos, é justo reconhecer que fui ajudado por muita gente. O meu avô paterno, Manuel Furtado Sachinho, a minha mãe, Arménia dos Anjos Tomé de Andrade Furtado, a minha mulher Teresa, o meio ambiente em que fui criado no Vale das Furnas, os meus Professores, os meus alunos, os colegas de estudo, de trabalho, com uma especial menção para os irmãos Alves, e de desporto, os contribuintes dos Açores, da Europa e do Continente, embora quando exerci as funções de Secretário Regional das Finanças e Planeamento no Governo dos Açores, os Governos da República com quem trabalhei interpretaram o conceito de Solidariedade Nacional de forma muito restrita, e finalmente os Clientes das empresas em que trabalhei e tive cargos de gestão.

A todos, muito obrigado, pois todos contribuíram para este Reconhecimento .

A minha relação com o Açoriano Oriental é muito antiga. Recordo com alguma emoção que o primeiro artigo que publiquei foi no Açoriano Oriental, tinha eu 12 anos de idade, a sugerir que fosse aproveitada para Casa Museu, a casa em que residiu em Ponta Delgada Armando Côrtes-Rodrigues, e muito influenciado pelo filme “Quando o mar galgou a terra”, filmado em grande parte no Vale das Furnas, e também pelo meu Professor da Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada Jacinto Soares de Albergaria. Mais tarde, nos anos 80, e sob a Direção do Professor Doutor José Manuel Monteiro da Silva, coordenei a publicação de um Suplemento sobre Economia e Finanças que era publicado e distribuído pelo Açoriano Oriental, foi uma iniciativa verdadeiramente pioneira e de grande alcance. O Açoriano Oriental conta no seu longo e rico historial com o acolhimento no seu seio de publicações representativas da sociedade Civil dos Açores, como foi o Jornal Caça nos anos 30 do Século passado, o Suplemento de Economia e Finanças nos anos 80, e mais recentemente, Suplementos como o Rumos Cruzados dos imigrantes, O Gaiato, o (Geo) Diversidades, Página Literária de Vamberto Freitas, Página “ Pórtico “ dos Escoteiros de Portugal, o Liceu da responsabilidade da Escola Secundária Antero de Quental, etc, etc.

Ainda hoje sinto o cheiro do tabaco do saudoso e competente chefe de redação Manuel Jacinto de Andrade, e das tintas utilizadas na impressão do Jornal quando ia à redação do Açoriano Oriental ajudar a compor o Suplemento de Economia e Finanças. Depois como membro da organização e participante como orador nos colóquios integrados nos 150 anos do Açoriano Oriental, sobre temas da atualidade de então, como foram o Papel dos Parques Industriais no Desenvolvimento Regional, como o caso do Parque Industrial da Ribeira Grande e as Arroteias do Pico.

Finalmente, no dia de hoje queria sublinhar junto dos Empresários Jovens dos Açores e daqueles que estão a preparar a sua sucessão, que é muito importante transmitir valores como a dedicação, o trabalho, a ética, a transparência, levar a sério a política de conflito de interesses, a análise do risco, o Compliance, as auditorias e o empreendedorismo, por forma a ultrapassar a rotina e a estagnação. Como também é importante que, paralelamente ao trabalho nas empresas e nas Instituições sejam promovidas e cultivadas práticas de desporto, reforço da componente social e cultural, intervenção cívica, o exercício do direito de cidadania e arranjar tempo para a Família, embora neste capítulo, tenha a consciência que deveria ter ido mais além.

Não devemos restringir a nossa vida apenas ao trabalho. Estas atividades e postura perante a vida, mais do que paralelas são complementares e ajudam muito no nosso desempenho profissional.

O mundo não começa nem termina na empresa ou na instituição em que trabalhamos. Mais uma vez, Obrigado a todos.

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