É Natal, tempo de Família, de recordações, de presépios, de ervilhaca, de luzes e música, de licor de tangerina, de camélias e cedros, dos cheiros das matanças, das prendas, de bacalhau e peru, de inhames, de noite do galo, de
beijar o menino, e de festa. Mas o Natal é também tempo de recordar os que já nos deixaram e de reflexão, já que é a época do ano em que os sentimentos da morte e do nascimento mais se misturam e se confundem.

Nas sociedades modernas, o Natal é também tempo de um consumismo por vezes excessivo e mesmo descontrolado.

Hoje o que é natural, funcional e simples parece não ter valor, cedendo constantemente espaço ao aparente, fútil e imitador.

Mas o Natal é também a data em que se celebra o nascimento e a vida de Jesus, cujo significado sendo aparentemente simples, é complexo e alvo de diferentes leituras, interpretações e mesmo justificações contraditórias.

É nesta complexidade, por vezes, redutora e extremada, que nos refugiamos e não conseguimos olhar para quem está ao nosso lado e que há muito já não sabe o que é o Natal.

25 de dezembro
É o dia do nascimento
Do nosso menino Jesus,
Sempre no pensamento,
Na redenção e na luz,
Na vida e no tormento
E na libertação da cruz.
Foi coroado e apedrejado,
Uma cruz teve de carregar,
Com pregos foi cravejado
E expirou para nos salvar.