PUB

O CDS criticou hoje a “atitude hostil” da presidente da Câmara de Vila do Porto, na sequência das críticas da autarca de Santa Maria ao condenar a prorrogação da redução das taxas aeroportuárias nas Lajes, decidida pelo governo açoriano.

No âmbito de uma visita realizada hoje pelo grupo parlamentar do CDS-PP/Açores às instalações da aerogare civil das Lajes (Praia da Vitória), o partido recorda que a redução daquelas taxas na aerogare da ilha Terceira foi determinada em 2015 por um Governo Regional socialista, quando a atual presidente do município de Vila do Porto, Bárbara Chaves, era deputada do PS no parlamento açoriano.

“Lamentamos que a presidente da Câmara de Vila do Porto, porque tem um problema que não consegue resolver na sua ilha, procure fazer confundir situações que não são comparáveis e semeie a discórdia entre ilhas ao bom estilo do Partido Socialista de dividir para reinar”, lê-se num comunicado.

PUB

Citado na nota, o deputado Pedro Pinto lembra que Bárbara Chaves, enquanto deputada regional, votou a favor do Plano de Revitalização Económica da ilha Terceira em 2015, que previa a redução das taxas aeroportuárias nas Lajes.

O grupo parlamentar do CDS-PP/Açores assinala também que, “em virtude de se manterem constrangimentos económicos, o Conselho de Ministros, em setembro de 2020, prorrogou o apoio do Governo da República ao Plano de Revitalização Económica da ilha Terceira”, devido ao impacto negativo da redução militar e civil na base das Lajes.

O CDS-PP aponta que na ilha Terceira, e em particular na Praia da Vitória, “ainda não se recuperou” desse impacto negativo da redução militar e civil na base, pelo que “são necessárias medidas que procurem mitigar esse efeito”.

“A decisão do Governo Regional de prorrogar a redução das taxas referentes à Aerogare Civil das Lajes e a disponibilização para colaborar com o município de Vila do Porto para sensibilizar a ANA – Aeroportos de Portugal demonstram que o Governo Regional está atento aos diferentes problemas e para cada um procura aplicar as medidas mais adequadas”, sublinha.

Para o CDS-PP, a presidente da Câmara de Vila do Porto resolveu atacar a ilha Terceira por ser incapaz de solucionar o problema com o aeroporto de Santa Maria.

O grupo parlamentar afirma que o “problema de Santa Maria é a decisão de a ANA encerrar o aeroporto durante a noite alegando que a abertura acarreta um prejuízo adicional de 180 mil euros”.

“Toda esta polémica provocada pela presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto revela má-fé, porque não acreditamos que alguém com a experiência política da senhora presidente ignore os documentos que estabelecem os preços cobrados nos aeroportos”, afirma Pedro Pinto.

Em 20 de dezembro a autarca disse estar “indignada” com a prorrogação da redução nas taxas aeroportuárias das Lajes, criando “concorrência desleal” face ao aeroporto de Santa Maria.

Em declarações aos jornalistas, Bárbara Chaves disse ter ficado “completamente indignada” devido à decisão do Conselho de Governo de manter a redução de 50%, cuja vigência terminava no final do ano.

O vice-presidente do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), Artur Lima, acusou recentemente a autarca de “descortesia enorme”.

“Quem falou na reunião de câmara fui eu. Há uma falta de verdade por parte da presidente da câmara. O que o senhor presidente do governo se dispôs foi a colaborar e a ajudar a senhora presidente e o município de Vila do Porto para, junto da ANA, sensibilizá-los para a abertura do aeroporto [entre as 00:00 e as 06:00]”, afirmou Artur Lima.

O governante indicou que as taxas de aterragem, descolagem e estacionamento de aeronaves em Santa Maria são mais baixas do que no resto da região.

Pub