Greve dos professores termina com vigília junto a Santana

A greve de três dias decretada pelo Sindicato Democrático dos Professores dos Açores terminou ao fim da tarde de hoje com uma vigília junto ao Palácio de Santana, em Ponta Delgada, residência do presidente do governo regional dos Açores.

Algumas dezenas de professores empenhavam cartazes com palavras de ordem e velas em sinal de protesto.

Segundo o sindicato, a carreira docente na região resulta em perdas salariais para os professores”.

Governo Regional fala em 8,7% de professores em greve e sindicato estima 40%

O último dia da greve de docentes nos Açores regista uma adesão de 8,7%, de acordo com dados do Governo Regional, estimando o sindicato que convocou a greve, por seu turno, cerca de 40% de professores em greve.

“Confirmam-se as expectativas que hoje seria um dia com maior adesão, seguindo o crescendo desde o primeiro dia de greve, o que reflete a contestação e o descontentamento da classe”, afirmou o presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), que convocou três dias de paralisação entre quarta-feira e hoje.

Após três dias de paralisação, o presidente do sindicato, José Pedro Gaspar, advoga que a estrutura sindical “vai internamente avaliar” estes dias de greve e “ficar na expectativa para o Governo açoriano abra um processo negocial para tratar as questões”.

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores, Avelino Meneses, defendeu hoje, por seu turno, que a greve de professores que decorreu nos últimos três dias teve pouca expressão.

“A greve teve uma adesão baixa, de 13% no primeiro dia, de 10,4% no segundo dia e neste terceiro e último dia de 8,7%, pelos dados que possuímos”, adiantou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Angra do Heroísmo.

Segundo Avelino Meneses, a greve dos docentes forçou apenas o encerramento de uma escola, no terceiro e último dia de protesto.

“Todas as 40 unidades orgânicas do sistema educativo regional estão em funcionamento e hoje temos apenas uma escola de primeiro ciclo encerrada na ilha Terceira”, salientou.

Na quarta-feira, o primeiro de três dias de greve, algumas dezenas de docentes manifestaram-se nas Portas da Cidade de Porta Delgada, enquanto que na quinta-feira o local de protesto escolhido foi as Portas do Mar.

O SPDA pede ao Governo regional o descongelamento “sem constrangimentos” das carreiras ou a “validação da totalidade de tempo de serviço congelado”.

O facto de os três dias de greve se sucederem à pausa de Natal e Ano Novo motivou o secretário regional da Educação e Cultura a declarar na semana passada que o sindicato confundiu uma greve com um “prolongamento de férias”, mesmo reconhecendo que a greve é um “direito inalienável de todos os trabalhadores”.

Na resposta, o presidente do SDPA acusou o executivo regional de “prolongar a austeridade” para o setor, ao mesmo tempo que “ataca” a imagem dos docentes com declarações “inaceitáveis”.

O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), outra força sindical da classe na região, não convocou greve para os dias em causa.

 

 

Notícias relacionadas