Governo Regional respondeu de imediato aos Açorianos após passagem do furacão Lorenzo, afirma Ana Cunha

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou, na Assembleia Legislativa, na Horta, que o Executivo respondeu de imediato às necessidades dos Açorianos após a passagem do furacão Lorenzo, tendo iniciado o trabalho necessário para o restabelecimento da normalidade em áreas como os transportes marítimos e o abastecimento de combustíveis.

Ana Cunha recordou que foi necessário “atender de imediato às necessidades emergentes”, salientando, nesse sentido, que “foram mobilizados meios para abastecimento às ilhas das Flores e do Corvo, aquelas em que o abastecimento se tornou crítico”, além de terem sido inventariadas todas as necessidades de combustíveis e de outros bens de primeira necessidade.

A Secretária Regional, que falava terça-feira, durante uma interpelação ao Governo sobre os danos provocados pela passagem do furacão Lorenzo, salientou que, não obstante os danos no Porto das Lajes das Flores, esta infraestrutura mantém-se aberta à navegação e já foi possível abastecer a ilha com combustível, com recurso ao tráfego local.

“Neste momento, qualquer uma das ilhas, quer as Flores, quer o Corvo, possuem reservas de combustível quantificadas e prevê-se o seu abastecimento, contínuo, com cisternas”, disse Ana Cunha.

Encontrando-se o Porto das Lajes das Flores limitado à operação de navios até 60 metros de comprimento e quatro metros de calado, Ana Cunha assegurou que se “trabalha para aumentar esta operacionalidade em termos da dimensão dos barcos acostáveis e, nomeadamente, falando em termos do combustível, para possibilitar a operação do navio São Jorge”.

A Secretária Regional revelou ainda que o Corvo será abastecido na próxima viagem do navio Lusitânia com 6.000 litros de gasóleo e 2.000 litros de gasolina, tendo reservas de 17 mil litros, suficientes para cerca de três semanas.

“Foi declarada, como sabem, a situação de crise energética, precisamente para dosear os consumos do combustível, para que ninguém fique sem acesso a este bem”, afirmou.

A responsável pela pasta dos Transportes referiu também a necessidade de planificar uma ação concertada entre os governos dos Açores e da República e a Comissão Europeia para o financiamento da reconstrução das infraestruturas afetadas, mas sublinhou que “o importante agora era repor a normalidade e essa está a ser reposta”.

A Secretária Regional adiantou que já foi contratado o projeto de execução de trabalhos a médio prazo para a recuperação do Porto das Lajes das Flores, que irá permitir que continue a operar em condições de segurança, e a obra a longo prazo, que se traduzirá na reconstrução da infraestrutura.

Relativamente ao transporte de gado, Ana Cunha referiu que, tal como já foi referido pelo Secretário Regional da Agricultura, “tudo será feito para assegurar a saída de gado vivo do Grupo Ocidental”, tendo sido apurado que será necessária a saída entre quatro a cinco contentores por semana, sendo essa a logística que está a ser preparada.

Sobre a lancha Ariel, a Secretária Regional recordou que os danos sofridos são públicos e que a avaliação está a ser efetuada pela seguradora.

“Neste momento ainda não há qualquer posição por parte da seguradora, portanto, não há decisão quanto à sua recuperação ou não”, afirmou.

Ana Cunha enalteceu ainda o “trabalho de grande proximidade entre os delegados dos diversos departamentos, os representantes dos diversos departamentos e as populações”, entre outros, para aferir quais as necessidades, soluções e propostas dos mais diversos quadrantes para resolver os atuais constrangimentos.