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O Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia do Governo dos Açores, disse hoje, na ilha Terceira, que o Executivo está “empenhado em promover a utilização de recursos endógenos e renováveis na produção de energia elétrica”.

Mário Mota Borges falava numa visita à Central Geotérmica do Pico Alto, onde se iniciaram os trabalhos de execução de três poços geotérmicos, tendo em vista a saturação daquela central, passando dos atuais 2,5 para 3,5 MW e, caso os novos poços revelem excedente de produção, expandir a sua potência até 10 MW até 2025, num investimento de 26 milhões de euros.

“Esta campanha de perfuração e execução de novos poços geotérmicos aqui no Campo Geotérmico do Pico Alto são o exemplo de investimentos que queremos continuar a apoiar e a ver concretizados, com o objetivo de aumentar a penetração de energias de fontes renováveis e endógenas, neste caso a geotérmica, para a produção de eletricidade, tendo em vista a redução da utilização de combustíveis fósseis, diminuição de gases com efeitos de estufa e consequente redução da pegada de carbono”, assegurou.

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Mota Borges adiantou que a produção de eletricidade a partir de fontes geotérmicas tem “a vantagem, quando comparada com outras fontes de energia renovável, de ser uma produção contínua e estável, o que permite uma maior segurança no abastecimento de eletricidade às populações”.

O governante realçou, na ocasião, a experiência da EDA Renováveis “que torna possível a concretização destes investimentos, bem como o investimento da EDA em sistemas alternativos à produção termoelétrica, como é o caso do sistema de baterias para armazenamento de energia e estabilização da frequência da rede”.

Estes sistemas, acrescentou, têm o intuito de permitir “o aumento de penetração de energias de fontes renováveis, de reduzir a utilização de combustíveis fosseis, diminuindo a poluição e as importações e dependência do exterior, mas nunca descurando a segurança e a qualidade do abastecimento de eletricidade”.

“Esta é também uma preocupação central deste Governo, acompanhar e promover a transição energética sem comprometer a seguranças e qualidade do abastecimento de eletricidade nas nove ilhas dos Açores e, neste caso em particular, da ilha Terceira”, concluiu Mário Mota Borges.

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