Governo Regional avança com plano de ação específico da agricultura e florestas para fazer face às alterações climáticas

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores, em articulação com os parceiros sociais do setor agrícola, está empenhado em definir um plano de ação específico para a agricultura e florestas, com medidas concretas e exequíveis, para contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e para atingir a neutralidade carbónica em 2050.

“Na Região já temos um modo de produção muito amigo do ambiente, já damos um grande contributo para a neutralidade carbónica, através da floresta e das pastagens, mas o setor agrícola não se podia colocar à margem desta problemática, bem pelo contrário”, referiu João Ponte, acrescentando que “o objetivo é ter uma agricultura cada vez mais sustentável e amiga do ambiente nos Açores”.

“Importa tirar cada vez mais partido económico desde modo de produção amigo do ambiente”, salientou o governante, que falava à margem da reunião da Comissão de Acompanhamento para as Alterações Climáticas.

João Ponte adiantou que as ações que vão ser agora delineadas no âmbito desta comissão passam por ter uma ainda melhor gestão das pastagens, das explorações agrícolas, do maneio e das florestas, bem como pela gestão dos recursos hídricos e energéticos, entre outros aspetos que possam contribuir com impactos positivos para a redução de GEE e a retenção de carbono.

“É sempre possível melhorar e contribuir para reduzir a pegada ecológica nos Açores para se atingir a neutralidade carbónica em 2050”, frisou João Ponte.

Para o Secretário Regional, a criação desta comissão de acompanhamento, no final de 2019, bem como a definição de um plano de ação específico da agricultura e florestas para as alterações climáticas justifica-se também porque, entre os nove objetivos gerais da próxima Política Agrícola Comum (PAC), três são ambientais, visando contribuir para a adaptação às alterações climáticas e atenuação dos seus efeitos, promover o desenvolvimento sustentável e a gestão eficiente dos recursos naturais, contribuir para proteger a biodiversidade, preservar os habitats, a paisagem, mas também porque 40% do orçamento da futura PAC deve contribuir para as ações climáticas.