Governo não se compromete com a investigação e a inovação nos novos fundos comunitários para os Açores

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, António Ventura, lamentou ontem que o Governo “não se queira comprometer para melhorar a disponibilidade de Fundos Comunitários para a investigação e a inovação na Região”.

Numa audição ao Ministro da Economia sobre o novo quadro financeiro plurianual, no âmbito da Comissão eventual de acompanhamento do processo de definição da “Estratégia portugal 2030”, o social democrata disse ser “inegável que os Açores têm essa necessidade, pelo que questionei o sr. ministro a esse respeito. Porque precisamos de melhorar o acesso ao Espaço Europeu de Investigação, por parte dos nossos investigadores e por parte das instâncias vocacionadas para a investigação”, afirmou.

António Ventura lembrou que os Açores, “enquanto Região Ultraperiférica, apresentam fragilidades dada a sua situação arquipelágica, e que os fundos comunitários devem dar respostas para minimizar essas fragilidades”.

“Isso deve acontecer com apoios comunitários específicos, que efetivamente estão consagrados no artigo 349 do Tratado, mas que teimam em não sair do papel na dimensão da sua redação”, criticou.

O deputado do PSD quis assim saber, junto de Manuel Caldeira Cabral, se, “independentemente do resultado das negociações, o Governo vai aumentar os Fundos Comunitários para os Açores, referentes às áreas da investigação e da inovação”.

Do mesmo modo, António Ventura questionou sobre “os novos instrumentos e medidas, que estarão a ser considerados, a esse nível, para as Regiões Ultraperiféricas”, questões sobre as quais o governante “não se quis comprometer, o que considero lamentável”, afirmou.

O social democrata frisou ainda que os Açores “também podem contribuir para o sucesso negocial de Portugal, através da sua posição geostratégica e do imenso mar que nos rodeia”.

“Ou seja, reivindicamos um reconhecimento das politicas de coesão, mas contribuímos com atributos que enriquecem as negociações. E isso devia ser tido em linha de conta pelo Governo da República”, concluiu.