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O Governo dos Açores vai voltar a integrar a Associação de Turismo dos Açores (ATA), que passa a designar-se de VisitAzores, disse hoje à Lusa o presidente da direção do organismo, Carlos Morais.

A ATA reuniu-se na segunda-feira em assembleia-geral para aprovar os seus novos estatutos, uma das condições do Governo Regional, membro fundador da associação, entretanto retirado, para voltar à instituição.

De acordo com Carlos Morais, a VisitAzores passa a ser presidida pelo Governo dos Açores, que ainda nomeia mais dois vogais, a par de outros dois nomeados entre os sócios da associação.

A ATA é uma associação que visa “promover o destino Açores, como destino turístico de natureza, com uma forte componente experiencial, nos mercados emissores estratégicos, por forma a aumentar de forma sustentada o volume de dormidas em todas as ilhas dos Açores, bem como o aumento de receitas para todos os ‘stakeholders’ do setor”.

Esta associação beneficia atualmente de um contrato-programa com o Governo dos Açores para promoção da região, em termos turísticos, no exterior.

Carlos Morais referiu que, agora, segue-se o registo e publicação dos estatutos da VisitAzores, altura em que o Governo dos Açores, tal como a SATA, outro sócio fundador, poderá avançar para o organismo.

O responsável pela direção da ATA salvaguarda que, entretanto, a associação “tem vindo a trabalhar com o Governo” no plano de atividades do próximo ano, “direcionado para o alinhamento dos últimos anos” e em harmonia outras sugestões do executivo.

Uma vez que a publicação dos estatutos e o processo de eleições que se irá seguir não deverá permitir submeter o plano de atividades no calendário normal, que seria em novembro, a direção da ATA e Governo Regional avançaram já com este processo para que o conselho de administração da VisitAzores tenha um instrumento de trabalho “a tempo e horas”.

O organismo, que vê assim regressar um dos seus sócios fundadores, vivia uma fase de indefinição, sendo que o período de candidaturas para as eleições terminou sem que se tenha apresentado um único candidato, levando Carlos Morais, atual presidente da direção, a assegurar a mesma desde maio.

Em 2019, a ATA foi alvo de buscas por suspeitas de “fraude para a obtenção de subsídio, peculato, falsificação de documentos e participação económica em negócio” e ainda de abuso de poder, ainda na vigência do anterior governo regional, em 2019.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Boleiro, em entrevista à Turisver, um portal de informação sobre turismo, já tinha referido, em maio que a “ATA está num período de transição, a encerrar um ciclo e a abrir um novo, mais potenciado e estratégico, com intervenção da região, no sentido de termos uma valorização do destino Açores, com promoção estratégica e global dos Açores”.

“Isto, naturalmente, com a liderança da própria região e, portanto, do Governo Regional e com a participação e associação dos empresários do negócio turístico que são essenciais no conhecimento, no terreno, do que importa fazer, do que importa reforçar e do que importa manter”, salvaguardou.

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