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O secretário regional do Ambiente e das Alterações Climáticas, Alonso Miguel, anunciou hoje que o Governo dos Açores pretende reforçar as valências do centro de interpretação do Vulcão dos Capelinhos, no Faial, numa altura em que se assinala os 65 anos da erupção.

“A breve trecho, pretende-se que este centro e interpretação seja munido de recursos digitais móveis, que permitirão uma maior inclusão no acesso à informação, apresentando conteúdos mais detalhados para os mais curiosos, áudio guias para os invisuais e o acesso à informação através de linguagem gestual”, enumerou o governante, na sessão de abertura das comemorações do vulcão, que entrou em erupção a 27 de setembro de 1957, no Faial.

Alonso Miguel entende que é necessário diversificar a oferta informativa daquele centro interpretativo, que foi construído em 2008, totalmente submerso, junto ao farol dos Capelinhos, a apenas um quilómetro do local onde a erupção submarina teve início, junto à costa oeste da ilha.

A estrutura, construída em betão armado, foi idealizada pelo arquiteto Nuno Ribeiro Lopes, de modo a não interferir com a paisagem existente, e o resultado foi de tal forma bem conseguido, que o edifício chegou a ser nomeado pelo European Museum Fórum, para melhor museu da Europa no ano de 2012.

O presidente da Câmara Municipal da Horta, Carlos Ferreira, também presente no arranque das comemorações dos 65 anos do Vulcão dos Capelinhos, defendeu a necessidade de se assegurar as “condições de excelência” daquele imóvel, soterrado nas cinzas de um vulcão.

“É essencial assegurar as condições de excelência deste espaço, fundamental para manter viva a memória do vulcão, para os residentes e para os milhares de visitantes que atualmente aqui se deslocam”, realçou o autarca social-democrata recordando que aquele espaço já recebeu mais de 312 mil visitantes, desde que foi inaugurado.

O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos (CIVC) tem caráter informativo, didático e científico, dispondo de um conjunto de exposições, não apenas relacionadas com aquela erupção, mas também com a formação do arquipélago dos Açores e com a história dos faróis açorianos.

O edifício dispõe de um auditório e de uma exposição temporária de amostras de rochas e minerais e está fisicamente ligado ao antigo Farol dos Capelinhos, onde os visitantes podem concluir a sua visita, desfrutando de uma paisagem singular.

O Vulcão dos Capelinhos nasceu no mar, na costa oeste da ilha do Faial, a 27 de setembro de 1957 e esteve em atividade durante 13 meses, provocando a destruição das moradias mais próximas e dos terrenos de cultivo, que ficaram cobertos pelas cinzas.

Em consequência dessa destruição, cerca de 30% da população da ilha terá emigrado para os Estados Unidos da América, por intervenção de antigos congressistas e senadores norte-americanos, que facilitaram a entrada no país de milhares de emigrantes açorianos.

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