Governo dos Açores é parceiro de projeto que pretende converter arquipélago em destino turístico inteligente

O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia destacou hoje, na Horta, a importância do projeto ‘SMARTDEST’, cofinanciado pelo Programa INTERREG MAC 2014-2020, do qual o Governo dos Açores é parceiro, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, como “uma forma de mobilizar o sistema científico dos Açores, integrando equipas de investigação regionais, em particular nas partes relacionadas com a definição de modelos e integração de tecnologias”.

Bruno Pacheco falava no painel ‘Eco urbanismo e regeneração urbana – Smart Destination’, no âmbito dos XXV Encontros Filosóficos, centrados no tema ‘Estar no Mundo: Vias Para Uma Sociedade Sustentável’.

O Diretor Regional referiu que o conceito de destino turístico inteligente é recente, tendo surgido, em 2012, na Catalunha, e está “fortemente ligado às abordagens previstas no conceito de ‘Smart City’, ou seja, cidade inteligente”.

“Na prática, é um conceito que se baseia em dois pilares fundamentais, nomeadamente as novas tecnologias de informação e o desenvolvimento turístico sustentável”, salientou.

Bruno Pacheco afirmou que é com base nesses pressupostos que o ‘SMARTDEST – Avaliação e Proposta de Estratégia e Desenvolvimento de Ferramentas para a Conversão do Espaço de Cooperação em Destinos Turísticos Inteligentes’ está a ser desenvolvido, acrescentando que se espera que, em termos de resultados para os Açores, este projeto permita “a disponibilização de um diagnóstico da maturidade tecnológica de todo o arquipélago, bem como uma proposta de plano com a identificação de ações que permitam converter a Região num destino turístico inteligente”.

Segundo o Diretor Regional, “este processo de transformação do destino Açores passará pela implementação de um conjunto de tecnologias inovadoras, desenvolvidas por empresas cientificamente assessoradas por investigadores do Sistema Científico e Tecnológico dos Açores”.

“Trata-se de dotar o arquipélago de mecanismos e políticas necessárias para que os agentes envolvidos no turismo possam ser capazes de obter dados em tempo real, analisá-los e tomar as decisões corretas que permitam à Região ser mais eficiente na gestão integral do destino, em todos os sentidos”, disse.

Desta forma, Bruno Pacheco defendeu que será possível “a criação de serviços e experiências únicas e personalizadas para os turistas, ampliando a oferta e a promoção dos bens culturais, históricos e ambientais, facilitando a interação do turista com o residente e melhorando a sua experiência e avaliação do destino”.

O Diretor Regional adiantou que o projeto ‘SMARTDEST’ terá uma componente prática na Praia da Vitória, na ilha Terceira, onde “irá promover a cooperação público-privada que vise o desenvolvimento de soluções tecnológicas, contribuindo para o fomento do empreendedorismo e da inovação, a par de uma componente técnico-científica suportada por uma equipa de especialistas das três regiões envolvidas”, nomeadamente Madeira, Açores e Canárias.

“São projetos como o ‘SMARTDEST’ que dão corpo às premissas da Indústria 4.0, ou a chamada ‘4.ª Revolução Industrial’, que permite mudanças disruptivas nos modelos de produção e negócio”, frisou, acrescentando que esta indústria é “uma prioridade europeia, tendo em conta as suas potencialidades enquanto motor de recuperação económica e de criação de emprego”.

Segundo Bruno Pacheco, esta nova revolução está “a transformar os espaços, os fluxos e os nós dos territórios, fomentando estruturas sociais mais flexíveis, mais conectadas e interativas”.

“A Indústria 4.0 pode ser aplicada à gestão dos territórios, impulsionando a aplicação de soluções tecnológicas de última geração ao funcionamento das cidades, à gestão do turismo, ao desenvolvimento das zonas rurais, aos serviços públicos, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento económico, social e ambiental”, disse o Diretor Regional.