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Os portos de pesca dos Carneiros e da Caloura, no concelho da Lagoa, Açores, vão ser alvo de um processo de reordenamento que visa dotar aqueles espaços de melhores condições, anunciou hoje o titular da pasta das Pescas.

Manuel São João referiu que, no caso do Porto dos Carneiros, “está a ser acertado com a Câmara Municipal da Lagoa uma reorganização da estrutura por forma a torná-la mais operacional e um ‘ex-libris’”, visando também a melhor circulação das pessoas e viaturas.

O Porto dos Carneiros, para além da atividade piscatória, concentra moradores e parte da restauração local, sendo também um espaço de lazer e procurado por banhistas.

O secretário regional do Mar e das Pescas, que reuniu hoje, no município, com a autarca da Lagoa, exemplificou que, com a abertura de um novo restaurante no Porto dos Carneiros, “impõe-se uma reorganização do traçado da via municipal e a reparação que é necessária fazer da área das pescas”, bem como “da reclassificação do edifício em que atualmente funciona o posto de recolha do pescado”.

Manuel São João apontou que, “para além de ser antigo, o edifício cria constrangimentos com a descarga de caixas e o carregamento de pescado, interrompendo o trânsito”, tendo sido encontradas, “em conjunto com a câmara, as melhores soluções para a valorização” do Porto dos Carneiros.

O responsável político adiantou que, no caso do Porto da Caloura, na vila de Água de Pau, existe um protocolo firmado entre o município e a Lotaçor, empresa pública que gere as lotas nos Açores, que visa a cedência do Quiosque do Mar ao município “mediante contrapartidas que foram ajustadas” e “passam pela manutenção dos restantes edifícios do porto”.

O Porto da Caloura constitui, para além do exercício da pesca, uma zona balnear muito procurada pelos turistas e locais pela beleza natural e restauração.

O secretário regional apontou ainda a pretensão do município de ligar por via marítima ambos os portos da Lagoa, bem como criar pequenas estruturas que permitam a atracagem dos operadores marítimo-turísticos.

A presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Cristina Calisto, apontou, por seu turno, a necessidade de “tornar a atividade piscatória adstrita a uma determinada áreas nestes portos e não haver a confluência com a circulação de pessoas e viaturas”.

Cristina Calisto destacou a pretensão antiga do município de ligação, por via marítima, de ambos os portos da Lagoa, na perspetiva que “a atividade das marítimoturísticas é uma atividade crescente com interesse”.

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