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O Governo dos Açores e a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa vão celebrar um contrato que visa ultrapassar os problemas no abastecimento de água à população e à lavoura, anunciou hoje o presidente do executivo (PSD/CDS-PP/PPM).

José Manuel Bolieiro, líder do governo regional, que iniciou hoje uma visita oficial à ilha Graciosa, considerou que “não há falta de água na Graciosa, mas um desafio na sua gestão, tendo anunciado que o Governo dos Açores “vai fazer um investimento para abastecimento de água à lavoura, o que cria menos pressão, para depois ajustar a água relativa ao consumo humano”.

O executivo açoriano esteve hoje reunido com o executivo da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, liderada por António Reis, tendo Bolieiro avançado que vai ser desenvolvido, com o município, um projeto de monitorização da qualidade da água.

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Bolieiro salvaguardou que a sua qualidade “é excelente na Graciosa, mas existem problemas de salubridade quando existe o recurso à mesma”.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz especificou, por seu turno, que o projeto de requalificação da rede “está aprovado, beneficiando de fundos comunitários, aguardando o último parecer do Tribunal de Contas.

O projeto está orçado em 1,4 milhões de euros, sendo o prazo de execução de 14 meses.

O autarca quer promover a “substituição da rede antiga para que se possa combater as perdas de água e melhor a sua qualidade”, sendo que a obra vai ser realizada na freguesia de Guadalupe.

A atual rede de abastecimento de água da ilha Graciosa possui cerca de 50 anos, estando os seus materiais deteriorados.

Ainda no âmbito das suas declarações à saída do encontro com o executivo camarário, José Manuel Boleiro considerou que o termalismo na ilha Graciosa “é fundamental para ser um impulso distintivo e diferenciador da ilha enquanto destino turístico”.

O chefe do executivo disse ver com “bons olhos o interesse privado” para explorar as Termas do Carapacho, num projeto que englobe o “tríplice termalismo, turismo e saúde”.

Bolieiro referiu que se está a “trabalhar nos investimentos necessários que assegurem” a qualidade da água nas termas.

Confrontado com as dificuldades de escoamento de produtos da ilha Graciosa, o líder do executivo considerou que “a oferta de voos disponibilizada no período áureo (época alta) não só garantiu mais lugares para passageiros mas também disponibilidade para carga”.

De acordo com o governante, “o que é problemático na Graciosa e em várias ilhas mais pequenas é o transporte marítimo, o que merece crítica relativa à necessidade de um estudo que possa aperfeiçoar estas condições”.

Segundo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas sem departamentos governamentais (seis) do arquipélago pelo menos uma vez por ano.

A ilha Graciosa, com cerca de 4.300 habitantes, é classificada pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera, sendo conhecida como a ‘ilha branca’, designação inspirada nas características geomorfológicas e nos elementos toponímicos.

A ilha tem um único concelho, Santa Cruz da Graciosa, constituído por quatro freguesias: Vila de Santa Cruz, Vila da Praia, Guadalupe e Luz.

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