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Ouvido, a seu pedido, na comissão dos Assuntos Sociais do parlamento açoriano sobre o processo de vacinação na região, Clélio Meneses declarou que “a autonomia neste processo não tem sido bem tratada e valorizada”, uma vez que os Açores são “tratados como um qualquer serviço de saúde do continente”.

O governante salvaguardou, todavia, que não pretende provocar “ruído” e disse compreender os constrangimentos na distribuição de vacinas no país.

Clélio Meneses reiterou que, “lamentavelmente, não se irá cumprir” com os ‘timings’ do processo de vacinação nos Açores, ao ritmo que as vacinas estão a chegar à região.

Na terça-feira, o diretor regional da Saúde, Berto Cabral, admitiu que a região pode não cumprir o prazo previsto para a primeira fase de vacinação contra a covid-19, alegando que as vacinas estão a chegar a um ritmo lento.

“Se não houver alteração no ritmo da chegada das vacinas, dificilmente será conseguido esse prazo para a vacinação do primeiro grupo”, disse Berto Cabral, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, à margem de reuniões com sindicatos da saúde.

O plano regional de vacinação dos Açores contra a covid-19 previa que a primeira fase do processo decorresse entre dezembro de 2020 e abril de 2021, mas, segundo o diretor regional da Saúde, “subsiste a dúvida” sobre se a região vai ou não receber as vacinas necessárias “dentro do prazo”.

“A verdade é que, efetivamente, o ritmo a que as vacinas estão a chegar é um pouco lento para aquilo que seria desejável e, obviamente, que isso poderá condicionar o ritmo da vacinação e o que inicialmente tínhamos previsto para o plano de vacinação dos açorianos”, afirmou.

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