Governo dos Açores desmente sindicato e diz que há reunião na sexta-feira

A Secretaria Regional da Saúde dos Açores esclareceu hoje que, ao contrário do que tinha sido avançado pelo sindicato que representa os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, a reunião entre as duas entidades não foi adiada.

Em comunicado enviado hoje, o executivo açoriano adianta que “não é verdade que a reunião entre a secretária regional da Saúde e as estruturas sindicais representativas dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica não se realize na próxima sexta-feira, dia 31 de julho“.

O esclarecimento surge depois de o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde e das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) ter denunciado “a falha no compromisso assumido pelo Governo Regional para encontrar soluções que vão ao encontro de uma maior equidade entre profissionais” por, segundo avançou a estrutura, ter adiado a reunião de sexta-feira para “05 e/ou 06 de agosto“, mas “ainda sem garantias por parte do Governo Regional de que estarão reunidas as condições para ser efetuada“.

Na nota enviada, o Governo Regional desmente essa informação, adiantando que a reunião está “agendada para esta sexta-feira, dia 31 de julho, às 09:00, por videoconferência”, e que foi, “aliás, antecipada das 10:00 para as 09:00, por conveniência de agenda”.

Os sindicalistas queixavam-se, também, de que, “até ao momento, não foi remetida aos sindicatos qualquer informação ou proposta para negociar a transição dos TSDT [técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica] para a nova carreira, facto que as estruturas representativas do setor consideram de extrema gravidade”.

A Secretaria Regional da Saúde garante que “nesta reunião será apresentada a proposta do Governo dos Açores para a valorização remuneratória destes profissionais”.

Em causa está o descongelamento da carreira destes técnicos superiores, independentemente no vínculo laboral, que querem transitar para a nova tabela salarial, “equiparada a outras carreiras da Administração Pública, com o mesmo nível habilitacional e profissional”, e ver “reestruturadas as carreiras em três categorias”.

Os profissionais “exigem ainda que todo o tempo de serviço e a avaliação de desempenho anterior ao processo de transição para a carreira especial dos TSDT releve para efeitos de progressão e alteração de posição remuneratória e a aplicação integral do acordo coletivo de trabalho”, publicado no Jornal Oficial em 11 de janeiro de 2019.