Governo dos Açores desenvolve ações para combater a praga de roedores na ilha Graciosa

O Diretor Regional da Agricultura afirmou que o Governo dos Açores desenvolveu várias ações integradas no combate à praga de ratos na ilha Graciosa, em articulação com a Câmara Municipal de Santa Cruz, apostando na distribuição de rodenticida, em ações de sensibilização e de informação, bem como na formação dos agricultores.

“Os Serviços de Desenvolvimento Agrário da Graciosa distribuíram 3,1 toneladas de rodenticida de três marcas distintas por toda a ilha, entre 1 de fevereiro e 23 de abril, contando com a participação da Câmara Municipal de Santa Cruz, das associações agrícolas e das juntas de freguesia”, salientou José Élio Ventura, acrescentando que, conforme combinado, a autarquia distribuiu 1.600 quilos de rodenticida, entre 6 e 12 de novembro, e vai entregar mais 1.400 quilos, entre hoje e segunda-feira, 17 de dezembro.

Esta ação concertada entre a Câmara Municipal e o Governo permitiu implementar duas ações de desratização, com rodenticida adquirido por cada uma das partes em momentos distintos, tornando mais efetiva a estratégia de combate aos roedores.

“É natural que, quando se implementem ações de desratização, possam aparecer animais mortos ou moribundos nas proximidades das estações rateiras montadas para o efeito”, frisou o Diretor Regional, salientando que, “nesta altura do ano, a chegada do inverno e a falta de alimento faz com que os animais aumentem a apetência pelo isco e que se aproximem dos locais com alimento disponível”.

Por outro lado, afirmou que este combate depende da aplicação conjunta de várias medidas dirigidas não só à praga, mas também ao ambiente em que está inserida, por parte de todos aqueles que possuam espaços que possam ser alvo de infestação, sejam pessoas individuais ou coletivas, públicas ou privadas.

“O êxito no combate aos ratos passará sempre por uma articulação entre as várias entidades, seja na ilha Graciosa ou em qualquer outra”, disse José Élio Ventura.

O Diretor Regional referiu que, em abril, foi efetuada uma sessão informativa sobre o controlo integrado de roedores na ilha Graciosa, integrada na campanha de sensibilização levada a cabo pela Direção Regional da Agricultura, neste caso particular em parceria com a Câmara Municipal, que decorreu no Centro Cultural, em Santa Cruz.

Além disso, o Governo dos Açores lançou este ano uma campanha publicitária sobre o controlo de roedores, exibida na RTP/Açores, que está permanentemente disponível no Portal do Governo (www.azores.gov.pt) e nas redes sociais.

O Diretor Regional salientou que “não há, nem pode haver, um modelo único de combate à praga dos ratos”, pois existem diferentes contextos, urbano ou rural, associados à dimensão e caraterísticas da própria ilha.

“Na verdade, nenhuma ilha, nem nenhum concelho ficou sem ações de desratização, sensibilização e formação este ano. Quer o Governo, quer as câmaras atuaram, mas é impossível e ambientalmente indesejável eliminar por completo os ratos”, disse José Élio Ventura, que considerou injustas as críticas do PSD quanto à atuação do Executivo no combate à praga dos roedores.

Nesse sentido, frisou que, para se atingir um combate efetivo da praga, é absolutamente necessário que cada organismo interveniente afete os recursos humanos, materiais e financeiros que pode disponibilizar, em função das respetivas áreas de competência.