Numa nota enviada hoje à imprensa, o Governo dos Açores, cujos membros se reuniram hoje por videoconferência, refere que “deposita enormes expectativas na sua sensibilidade e empenho para os desafios que as autonomias regionais enfrentarão no próximo futuro”, exemplificando com a “necessidade da clarificação das competências das autoridades de saúde regionais na prevenção e resposta às situações de pandemia, no âmbito do estado de emergência”.

O executivo liderado pelo PSD, que integra também o CDS-PP e o PPM, está expectante também sobre uma revisão constitucional de “aprofundamento das competências autonómicas, trabalho já desenvolvido e a desenvolver pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores”.

De acordo com o executivo, presidido por José Manuel Bolieiro, a eleição da primeira figura do estado “é sempre ocasião para recordar o quão importante é o seu papel no fortalecimento da relação entre os órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores, mais concretamente na valorização das autonomias regionais, demonstrada ao longo da sua vida política de enorme proximidade aos Açores e aos açorianos”.

Segundo o Governo Regional, “o modo como decorreu o ato eleitoral e o reforço da participação dos eleitores dos Açores, especialmente tendo em conta a situação de pandemia e de confinamento que se vive na região, merecem ser realçados, já que demonstram o civismo e a responsabilidade dos açorianos na construção da democracia”.

Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República no domingo com votação reforçada e a terceira maior percentagem em eleições presidenciais em democracia, 60,70% dos votos expressos, a segunda maior numa reeleição.

Nas presidenciais com maior abstenção desde o 25 de Abril, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa submeteu-se ao voto como “responsável máximo do Estado e, nessa medida, da gestão da pandemia”, como realçou no seu discurso de vitória, feito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi aluno e professor.

Ao contrário dos seus antecessores Aníbal Cavaco Silva e Jorge Sampaio, que nas respetivas reeleições, em 2011 e 2001, perderam votantes, Marcelo Rebelo de Sousa superou em quase 120 mil votos os 2.413.956 que tinha obtido em 2016, correspondentes a 52% do total de votos expressos.

Marcelo Rebelo de Sousa, que liderou o PSD entre 1996 e 1999 e foi comentador político televisivo durante 15 anos, assumiu a chefia do Estado sucedendo a Aníbal Cavaco Silva.