Ponta Delgada ainda não licenciou requalificação da Calheta

O Governo dos Açores disse hoje que a requalificação das galerias comerciais na Calheta de Pêre de Teive, em Ponta Delgada, ainda não se iniciaram devido à falta da licença por parte da Câmara Municipal.

“A empreitada de intervenção na Galerias Pêro de Teive deverá ter início no prazo de quatro meses a contar da emissão da licença de construção pela Câmara Municipal, facto que até ao momento ainda não aconteceu”, assinalou o Governo Regional em comunicado.

O executivo aponta que até “ao dia de hoje” estão em “fase de aprovação camarária os projectos das especialidades”, não existindo “qualquer incumprimento” por parte do Governo liderado pelo socialista Vasco Cordeiro.

“Foi feita pelo promotor uma reformulação geral do processo de urbanização anterior, existindo também agora uma extensa praça verde, que terá cerca de 3.866 metros quadrados e que resultou da articulação entre o Governo Regional e o município de Ponta Delgada”, acrescenta o comunicado.

Na terça-feira, o BE/Açores pediu explicações ao Governo Regional sobre o “mamarracho” que se encontra na Calheta de Pêre de Teive, em Ponta Delgada, salientado que “todos os prazos têm sido queimados” para a requalificação daquele espaço.

O coordenador bloquista António Lima recordou a “promessa” de que em 2020 iria ser “inaugurado um hotel” e um “espaço público que há muito é prometido para a Calheta“, após a demolição das galerias.

O também deputado do BE na Assembleia Regional destacou que o projeto foi aprovado pelo executivo camarário em maio de 2019 (atualmente liderado pela social-democrata Maria José Duarte), informação agora negada pelo Governo dos Açores.

“Não correspondem à verdade as declarações do deputado António Lima, do Bloco de Esquerda, relativamente à existência de incumprimentos neste processo”, conclui o comunicado do governo açoriano.

Em janeiro de 2008, foi anunciado que iria nascer um novo espaço comercial na marginal de Ponta Delgada, com 60 lojas e sete restaurantes, no espaço da Calheta de São Pedro.

Em 2016, o fundo Discovery, responsável pelo projeto, apresentou uma “mudança radical” para as inacabadas galerias comerciais da Calheta Pêro de Teive, que passava por demolições, redução de volumetrias e criação de um jardim público.