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O presidente do Governo açoriano disse hoje que o executivo está a trabalhar num sistema de monitorização de preços, na capitalização das empresas e no apoio ao crédito à habitação, entre outras medidas para responder à crise inflacionista.

José Manuel Bolieiro falava aos jornalistas após presidir à reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, replicando as informações dadas aos parceiros sociais e que, para além de corresponderem a medidas previstas no Plano e Orçamento para 2023, “têm já algumas aportações, apresentadas pelo secretário regional das Finanças e pela secretária regional do Emprego”.

Da lista apresentada faz ainda parte “um programa com mecanismos de apoio ao incremento salarial”, incentivos às pequenas e médias empresas (PME) e “o papel que o Solenerge [programa de apoio à aquisição de sistemas solares fotovoltaicos] permitirá na ajuda à mitigação da subida da fatura energética”.

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Quanto ao “sistema de acompanhamento e monitorização de preços”, Bolieiro disse que o Governo vai “trabalhar para o assegurar”.

Quanto ao apoio ao crédito à habitação, não estão ainda definidos os detalhes e abrangência.

O chefe do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM indicou ainda que, perante as “perspetivas” apresentadas pelos parceiros sociais, ficou com a tarefa de preparar o rascunho de “um futuro acordo de parceria quanto à concertação social”.

“Alertei para o meu desejo e compromisso de transportar estes compromissos para a realidade política parlamentar”, afirmou José Manuel Bolieiro.

O governante indicou ainda a decisão de dar regularidade a estas reuniões, tendo a próxima ficado agendada para 03 de fevereiro.

O presidente do Governo transmitiu ainda a necessidade de “fazer uma sensibilização à República de que as medidas nacionais devem estender-se ao país inteiro e também aos Açores”.

“Não faz sentido um governo que se preocupa em mitigar uma crise inflacionaria, não ter aplicação em todo o território. Esta é uma exigência que a comissão permanente concertação social sinaliza”, explicou.

O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, defendeu que, “quando existem ajudas nacionais, elas devem também aplicar-se nos Açores e na Madeira”, frisando estar em causa “um recado também para o Presidente da República”, que “chama a atenção do Governo por muitas razões.

Francisco Pimentel, presidente da UGT Açores, indicou não “fazer sentido que se fixe um salário mínimo como se fixou em 2022 e se dê benefícios fiscais aos empresários e não se atribua os mesmos benefícios aos empresários nos Açores e na Madeira”.

“É preciso que o Governo Regional esteja atento a isto. Somos parte da República e de Portugal. Temos de ter tratamento de equidade”, defendeu.

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