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A secretária da Educação e Assuntos Culturais do Governo dos Açores reconheceu hoje a estagnação nas carreiras dos trabalhadores do Teatro Micaelense e avançou que o executivo pretende apresentar uma proposta de aumento salarial.

“Nas próximas semanas contamos ter a apresentação de propostas concretas para que, depois, se possam expressar num possível aumento salarial”, declarou a governante aos jornalistas, à margem da visita estatutária do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) à ilha de Santa Maria.

No sábado, cidadãos e trabalhadores do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, realizaram uma concentração para reivindicar ao Governo dos Açores um aumento do financiamento para a instituição, exigindo atualizações salariais e intervenções no edifício.

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Sofia Ribeiro reconheceu a “não evolução nas carreiras” daqueles funcionários, lembrando que são “reivindicações com mais de dez anos”.

“Estamos a fazer uma análise orgânica ao Teatro Micaelense e da estrutura da direção regional dos Assuntos Culturais para podermos ter uma gestão mais eficaz que depois se possa repercutir em melhores condições para os trabalhadores”, realçou.

A secretária regional rejeitou que seja “prioritário” realizar uma “obra de fundo” no edifício daquele espaço cultural, admitindo apenas “pequenas obras de reabilitação”.

“Obras no Teatro Micaelense não ficaram contempladas no Plano e Orçamento para 2023 e, portanto, não constituirão uma prioridade”, reforçou.

Os trabalhadores do Teatro Micaelense têm vindo a alertar para a necessidade de realizar uma atualização salarial, uma vez que o salário base é o mesmo desde 2008.

Em novembro, o sindicato CENA-STE já tinha denunciado a situação salarial dos 20 trabalhadores do Teatro Micaelense, denunciando que 90% está a auferir menos de 1.040 euros mensais e 50% a receber o salário mínimo.

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