“O grande vencedor destas eleições é a abstenção. E isso merece uma reflexão profunda sobre o que deve ser a nossa ação como partido político e que deve preocupar todos os partidos”, realçou o dirigente social-democrata, procurando desvalorizar a vitória do PS/Açores, que venceu este ato eleitoral com 40,83% dos votos, cerca do dobro do que conseguiu o PSD/Açores (20,26%).

Alexandre Gaudêncio, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, em reação aos resultados eleitorais, admitiu que o PSD poderá ter contribuído para o aumento da abstenção, por não ter indicado um candidato dos Açores na lista nacional do partido para o Parlamento Europeu, mas preferiu culpar os socialistas.

“O Partido Socialista passou os últimos três meses a fazer campanha e, apesar disso, teve menos votos, ao passo que a abstenção aumentou. Fica assim evidente que este PS já não consegue mobilizar os açorianos”, realçou o líder regional social-democrata, para quem estes resultados revelam “mais um sinal de que os açorianos estão descontentes com a governação regional”.

Para Alexandre Gaudêncio, o PSD/Açores foi “coerente” em relação a estas eleições europeias, já que o partido disse sempre que iria colocar os interesses dos Açores acima dos interesses do partido, procurando justificar, assim, a recusa do oitavo lugar atribuído por Rui Rio ao candidato indicado pela estrutura regional do partido (Mota Amaral).

O líder do PSD/Açores anunciou, entretanto, que irá realizar-se em 01 de junho um Conselho Regional do partido para analisar os resultados destas eleições e para começar a preparar os próximos combates eleitorais: as eleições legislativas nacionais deste ano e as legislativas regionais de 2020.