Futuro museu da Lagoa será uma referência da história do concelho

A Câmara Municipal de Lagoa terá em 2020 o seu museu implementado e será uma referência da história do concelho de Lagoa. O futuro museu municipal, designado por Museu de Lagoa – Açores, com sede no convento de Santo António, terá núcleos quer de tutela camarária, quer de tutela privada, disseminados pelas cinco freguesias do concelho.

Numa primeira fase, o Museu de Lagoa terá cinco núcleos de tutela camarária, sendo eles o Convento de Santo António, o Núcleo museológico da Casa do Romeiro, a Casa da Cultura Carlos César, o Núcleo museológico do Cabouco e a Mercearia Central-Casa Tradicional. Os núcleos que têm tutela diferente são a Coleção Visitável da Igreja Matriz de Santa Cruz e os núcleos museológicos da Ribeira Chã, ambos da responsabilidade das respetivas paróquias, e a Tenda de Ferreiro Ferrador de tutela privada, da família Benevides, com quem já foi celebrado protocolo.

De acordo com o coordenador da área da cultura, Igor Espínola de França, “a intenção da Câmara Municipal de Lagoa é cobrir todo o concelho e conferir coerência programática aos diferentes núcleos que estavam desarticulados e ofereciam uma museografia desatualizada”.

No Convento de Santo António, por exemplo, ficarão instaladas duas exposições-âncora: o Núcleo museológico do Presépio, já aberto ao público, e o da Memória do Território, que se encontra em fase de preparação e onde se abordará a história concelhia e a do convento onde se acolhe, bem como uma área para exposições temporárias de temática variada.

Já na Casa da Cultura Carlos César foi criada a exposição-âncora onde se expõe uma parcela da coleção de arte da propriedade do município, bem como uma área para exposições temporárias onde se homenageiam instituições e personalidades lagoenses. Os restantes núcleos expõem temáticas variadas em que se abordam aspetos diversificados das tradições e identidade do concelho, com destaque para o do Cabouco onde, para além da homenagem aos antigos ofícios já aberta ao público, na segunda fase as alfaias agrícolas darão voz ao povoamento micaelense segundo uma perspetiva etnográfica contemporânea.

Por outro lado, o núcleo do Alambique será integrado na estrutura do Museu de Lagoa – Açores numa segunda fase, após a intervenção de renovação museográfica de que será objeto em 2020. Nessa segunda fase poderão ser também integradas outras instituições que já manifestaram essa vontade, como o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores”, revelou Igor França.

De acordo com a edilidade lagoense, a formalização jurídica do Museu de Lagoa – Açores decorrerá ainda durante este ano, tendo sido já dados diversos passos, nomeadamente com a aprovação do seu regulamento pela Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Lagoa. Paralelamente, foi ainda encetada a futura integração na Rede de Museus e Coleções Visitáveis dos Açores.