Graça Fonseca declarou aos jornalistas, em Ponta Delgada, que já visitou várias galerias e espaços de exposição que “não existiam antes” do festival, sendo este um “bom exemplo de impacto territorial”.

A titular da pasta da Cultura sublinhou a forma como nasceu o festival, em 2011, em “plena crise” e numa altura “muito complicada” no país, com uma abordagem de arte pública, tendo vindo a crescer abrangendo várias artes, desde o cinema ao teatro, passando pela música, artes visuais, e agregando mais parceiros.

Apoiado pela autarquia de Ponta Delgada, Governos Regional e da República, o festival Walk&Talk pode, para a ministra, “exportar cultura e importar pessoas e públicos”, sendo uma iniciativa de “impacto internacional, projetando os Açores”.

Afirmando que já há pessoas que surgem em Ponta Delgada para participar no festival, Graça Fonseca considerou ser “evidente e natural o caminho para a internacionalização dos próprios artistas, curadores e coletivo”.

A nona edição do festival concretiza-se “em diferentes circuitos, desde o circuito de ilha”, com “instalações e projetos, que acontecem por toda a ilha de São Miguel”, a “um circuito de exposições que ocupa diferentes lugares da cidade de Ponta Delgada”, explicou Jesse James, organizador do evento.

O programa não esquece “um circuito performativo, com música e dança e performance, que também ocupa uma série de lugares na cidade e na ilha”, a par de “um programa de residências artísticas, que, no fundo, alimenta todos os projetos que são apresentados no contexto do festival”, acrescentou.

O circuito de ilha, com curadoria do coletivo de design multidisciplinar The Decorators, conta com instalações dos artistas Prem Sahib, Rain Wu, Inês Neto dos Santos, Clementine Keith-Roach, Practice Architecture e Pedro Lino.

O circuito de exposições, com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, reúne as propostas de Olivier Nottelet, Gonçalo Preto, Maria Trabulo, Rita GT, Andreia Santana, Mónica de Miranda, Diana Vidrascu e Miguel C. Tavares & José Alberto Gomes e Madalena Correia.

A aposta do ano passado, de criar um pavilhão de apoio a todo o festival, no Largo do Teatro Micaelense, vai manter-se para as próximas edições, com uma estrutura em madeira de criptoméria.

Este ano, o espaço é desenhado pelo Coletivo Artwork & GA Studio, e é inspirado na ideia do capote.