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O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), mostrou-se hoje convicto de que “há condições” para uma legislatura de quatro anos com “estabilidade política”.

Falando aos jornalistas no final da primeira sessão plenária da XIV legislatura, na qual foi reconduzido à frente da Mesa da Assembleia da República, o socialista começou por apontar que essa é uma questão que depende mais “do Governo, dos grupos parlamentares e do Presidente da República”.

“Mas eu estou convencido que há condições para ter estes quatro anos de estabilidade política”, vincou.

Apontando que “os portugueses querem essa estabilidade”, Ferro Rodrigues salientou que “a Assembleia da República deve dar o seu contributo forte para a manutenção da estabilidade política”.

A sua opinião é justificada pelos momentos que se vivem “à escala europeia e internacional”, que demonstram que “a estabilidade política é um bem precioso para o desenvolvimento do país”.

Sobre a sua reeleição enquanto segunda figura do Estado português, Ferro advogou que “é muito reconfortante” face ao “mesmo dia há quatro anos”.

“Foi uma experiência nova para o parlamento português ter tido esta reeleição com muito mais votos do que tive no primeiro mandato, o que significa que foi uma votação distribuída pelas várias bancadas”, assinalou.

Para o presidente da Assembleia da República, esta recondução “foi o reconhecimento do trabalho isento” que procurou “levar a cabo durante os quatro anos anteriores”.

O socialista Eduardo Ferro Rodrigues foi hoje eleito, pela segunda vez, presidente da Assembleia da República com 178 votos a favor, 44 brancos e oito nulos, na primeira sessão do novo parlamento.

Ferro Rodrigues era candidato único ao cargo.

Há quatro anos, foi eleito com 120 favoráveis, mas nesse ano o PSD apresentou um candidato, Fernando Negrão, que recolheu 108 votos.

O regimento da Assembleia da República determina que o primeiro do parlamento é eleito na primeira reunião plenária da legislatura por maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções.

A votação nominal, chamados um a um, por ordem alfabética, pela mesa da Assembleia, durou 43 minutos, após o que a sessão foi interrompida para se fazer a contagem de votos.

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