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Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares advertiu hoje para a “grave situação” que a greve dos trabalhadores das administrações portuárias está a causar às empresas agroalimentares e apela para que as partes cheguem rapidamente a uma solução.

“A manter-se, a greve dos trabalhadores das administrações portuárias coloca em causa o normal funcionamento da indústria agroalimentar, setor para o qual os portos do Continente [português], Madeira e Açores são a porta de entrada de matérias-primas no país”, diz a Fipa em comunicado.

Além disso, a paralisação “compromete a exportação de bens” e o “cumprimento de prazos de entrega” de encomendas, situação que coloca em causa “relações futuras com o exterior”.

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A Fipa, no entanto, reconhece que a “greve é um direito fundamental dos trabalhadores”, mas alerta para o facto de estar já a “afetar o fornecimento e consumo de bens essenciais”, bem como a trazer “prejuízos incalculáveis e duradouros” para as empresas e para os seus trabalhadores.

E prossegue: “O risco de rutura no abastecimento de algumas matérias-primas para alimentação é já uma realidade”.

Assim, e face à situação, e caso não se encontre solução imediata para este conflito laboral, a Fipa entende que “devem ser revistos e assegurados de imediato os serviços mínimos”, uma vez que atualmente “não comportam a descarga de matéria-prima de bens alimentares essenciais”.

O presidente da Fipa, Jorge Henriques, citado no comunicado, recorda que “é pelo diálogo que têm de ser resolvidas as questões laborais”.

As greves, realça, “só servem para destabilizar, ainda mais, a economia e sobretudo as empresas”.

A Fipa lembra também que as empresas têm hoje pela frente uma “difícil prova de sobrevivência”, que passa por “saber gerir num contexto de inflação e instabilidade”, nunca experimentado pelas “gerações no ativo”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) convocou uma greve de vários dias, que começou em 22 de dezembro e se prolonga até 30 de janeiro e abrange os portos do continente, Madeira e Açores.

De acordo com o documento enviado ao Governo, secretarias regionais e administrações portuárias, os trabalhadores dos portos do continente e da Madeira vão estar em greve “das 00:00 do dia 22 de dezembro até às 24:00 do dia 23 de dezembro”, “das 00:00 do dia 27 de dezembro até às 24:00 do dia 29” e “das 00:00 às 24:00 dos dias 02, 06, 09, 13, 16, 20, 23, 27 e 30 de janeiro”.

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