“Farfalha” condenado a 11 anos de prisão por crimes de índole sexual

Um antigo pintor de construção civil conhecido por “Farfalha” foi condenado a 11 anos de prisão num processo em que foi acusado dos crimes de violação, abuso sexual e recurso à prostituição de menores.

A sentença foi proferida, esta segunda-feira, no Tribunal Judicial de Ponta Delgada, tendo o homem de 52 anos sido condenado pelos crimes de recurso à prostituição de menores, coação sexual e tráfico de estupefacientes agravado.

O crime de violação não ficou provado.

A condenação inclui também o pagamento de indemnizações às três vítimas, no valor global de 13.500 euros.

O arguido já tinha sido condenado em 2005 num caso de pedofilia na ilha de São Miguel e em outubro de 2019 voltou a tribunal para ser julgado, à porta fechada, pela prática de três crimes de violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de estupefacientes agravado.

Os factos deste novo caso remontam a 2017, altura em que os três ofendidos tinham 17 anos de idade.

Na leitura do acórdão, a juíza sublinhou que o tribunal “não tinha razões para duvidar dos factos” relatados pelas vítimas, embora o arguido tenha negado todas as acusações.

Dirigindo-se ao arguido, após a leitura do acórdão, a juíza lembrou que o homem já tinha sido condenado por atos sexuais com menores.

“Esta decisão não podia ser de outra forma, os menores são para respeitar”, frisou a juíza, referindo, durante a leitura do acórdão, os relatos das vitimas.

O arguido, que está aposentado por invalidez, tinha sido condenado em 2005 a uma pena única de prisão de 14 anos, pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada, pela prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, abuso sexual de adolescentes, violação e atos exibicionistas, tendo saído em liberdade condicional em 2013.

Naquela altura, foi a pena mais elevada do processo decidida pelo tribunal de júri, composto por três juízes e quatro jurados.

As investigações da PJ permitiram então a detenção de 17 homens da ilha de São Miguel que supostamente frequentavam uma garagem propriedade de “Farfalha”, num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de menores.

Hoje, após a leitura do acórdão, os jornalistas tentaram obter uma reação da advogada de “Farfalha” para saber se este irá ou não recorrer da pena, mas tal não foi possível.