Falhou consenso sobre emissão de dívida, mas Costa vê “porta que se abre”

Um consenso sobre um instrumento comum de emissão de dívida não foi possível no Conselho Europeu, mas António Costa considera que “há uma porta que se abre” com pelo menos um Estado-membro dos que se opõem disponível para discutir.

Após a videoconferência que juntou hoje os líderes dos 27, ficou “a discussão em aberto” sobre os chamados ‘coronabonds’, a emissão de dívida europeia para financiar ações em todos os países, disse o primeiro-ministro à imprensa em Lisboa após o final do Conselho Europeu extraordinário.

António Costa aludiu à carta que subscreveu, com oito outros líderes europeus, dirigida ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, reclamando a implementação de um instrumento europeu comum de emissão de dívida para enfrentar a crise provocada pela covid-19, para afirmar que “dos 9 [Estados-membros] que ontem [quarta-feira] defenderam” uma tal emissão, “hoje houve mais quatro que se juntaram, quatro que se opuseram abertamente e outros não tomaram posição”.