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A fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, nos Açores, conta, a partir de hoje, com uma zona de apoio, acolhimento e descanso dos visitantes, infraestruturas que melhoram e disciplinam a visita àquela Reserva da Biosfera.

A ilha de São Jorge tem mais de sete dezenas de fajãs – pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava – que são, desde 2016, Reserva da Biosfera da UNESCO e dos locais mais procurados pelos turistas.

A fajã da Caldeira do Santo Cristo é considerada um santuário do ‘bodyboard’ e do ‘surf’, sendo o único local nos Açores onde se reproduzem amêijoas.

“É natural que este seja um sítio com enorme procura e com enorme visitação. É, por isso, fundamental encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconómico das comunidades e as preocupações de conservação da natureza e dos ecossistemas que ali existem”, disse o secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, em declarações à agência Lusa.

O titular pela pasta do Ambiente presidiu hoje à inauguração da zona de apoio, acolhimento e descanso dos visitantes da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, um investimento do Governo Regional, orçado em cerca de 400 mil euros, financiado pelo programa PO 2020 e executado em colaboração com a Câmara Municipal da Calheta.

Alonso Miguel sublinhou que se tornou “fundamental criar condições de acolhimento para quem visita a Fajã do Santo Cristo” e os seus habitantes, contribuindo para “ordenar” um “ex-libris dos Açores”.

“A caldeira do Santo Cristo é de facto um local muito especial, um património natural magnífico”, destacou.

Trata-se de uma zona especial de conservação inserida na Rede Natura 2000, um sitio RAMSAR (uma zona húmida classificada como local de importância ecológica internacional) e uma das 13 zonas húmidas de importância internacional da região.

“É também um geossítio prioritário com relevância nacional e internacional no âmbito do Geoparque Açores e Reserva da Biosfera”, assinalou o secretário regional.

No âmbito do projeto, hoje inaugurado, foram criadas duas zonas distintas, uma primeira composta por um edifício integrado na paisagem, onde se inclui uma receção, balneário, parque infantil, churrasqueiras e uma zona de merendas, a par de um conjunto de infraestruturas de apoio.

“O edifício apresenta uma arquitetura própria inspirada pelas antigas casas de barcos que existem nessa fajã, recuperando a memória e identidade do local”, descreveu Alonso Miguel.

Na segunda zona, os pavimentos foram relvados para permitir a colocação de tendas.

O secretário regional do Ambiente adiantou que os novos percursos foram construídos em calçada de basalto e ao longo dos quais foram colocados pontos de madeira que permitem a travessia da linha de água.

Foi ainda criado um anfiteatro com três patamares de relvado para a realização de várias atividades.

Este projeto vai “concretizar uma expectativa antiga dos jorgenses, dignificando aquele espaço de uma forma responsável e enquadrada dentro das preocupações e a sensibilidade ambiental que este sítio exige”, sublinhou à Lusa.

As obras hoje inaguradas fazem parte das medidas previstas no plano de gestão das fajãs da Caldeira do Santo Cristo e dos Cubres.

Os espaços são um complemento ao Centro de Interpretação da Caldeira do Santo Cristo.

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