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Apesar de continuar a subir, a média das notas no exame nacional de Português não melhorou tanto como noutras disciplinas, como Biologia e Geologia ou Física e Química, em que o aumento foi superior a três valores.

No ano passado, a nota média a esta disciplina, que levou a exame 36.620 alunos, foi de 11,9 valores, pouco mais em relação aos 11,8 valores registados em 2019 e, apesar da melhoria, Português foi a segunda disciplina com a média positiva mais baixa, segundo dados do Ministério da Educação.

Ainda assim, a ligeira subida da classificação média global foi também acompanhada do aumento da percentagem de escolas que conseguiram ter uma média positiva: 95,1% em comparação com as anteriores 92,3%.

O Colégio Arautos do Evangelho, em Braga, lidera o ‘ranking’ elaborado pela Lusa, um lugar conseguido pelos dois alunos levados a exame naquele estabelecimento de ensino, cuja média foi de 17,8 valores.

Em 2.º lugar surge o Grande Colégio Universal, no Porto, com 17,0 valores, seguindo-se outro colégio privado, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, onde os 28 alunos que fizeram o exame de Português conseguiram uma média de 16,6 valores.

É no 14.º lugar do ‘ranking’ geral que surge a primeira escola pública, a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, com 15,6 valores.

Os três distritos que conseguiram melhores resultados a Português são no Norte, com Viana do Castelo a Ocupar o primeiro lugar, seguindo-se Braga e Viseu, enquanto os piores resultados foram registados nas escolas estrangeiras, na região autónoma da Madeira e em Bragança.

Acompanhando a tendência geral, também nesta disciplina a melhor média é a das raparigas, com 12,3 valores, em comparação com os 11,6 conseguidos pelos rapazes.

Habitualmente, o exame de Português é o mais concorrido, já que é feito pelos finalistas de todos os cursos cientifico-humanísticos, mas em 2020 houve menos quase 20 mil alunos a fazer esta prova do que no ano anterior, uma vez que não era obrigatória para concluir o secundário.

Devido à pandemia de covid-19, o Governo alterou as regras para as provas de avaliação externa, mantendo apenas os exames nacionais do ensino secundário que não seriam contabilizados para a classificação interna, servindo só como provas de ingresso para o ensino superior.

Por outro lado, nestas provas os alunos beneficiaram também de regras de classificação diferentes das habituais, para mitigar as desigualdades acentuadas pelo ensino à distância, e apenas foram contabilizadas as respostas às perguntas obrigatórias e aquelas em que o aluno tenha tido melhor pontuação.

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