Evocar os 100 anos da primeira travessia aérea do Atlântico é homenagear as pessoas e assinalar uma era que marcaram a História

A Vereadora da Cultura, Maria José Lemos Duarte, afirmou esta segunda-feira, que “evocar um acontecimento como o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico é homenagear as pessoas e assinalar uma era que deixaram a sua marca nesta cidade e nos Açores”.

Maria José Lemos Duarte falava em representação do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, na sessão de encerramento do colóquio internacional “Os açores: escala da primeira travessia aérea transatlântica (1919-2019)”, que decorreu no Centro Natália Correia, na Fajã de Baixo, precisamente no dia em que assinalou os 100 anos desta efeméride.

Nesta iniciativa do Instituto Açoriano de Cultura (IAC) e da Câmara Municipal de Ponta Delgada, que contou com várias intervenções sobre os cem anos da história da aviação nos Açores, foi também lançado o livro “100 Anos de Aviação nos Açores”.

“Hoje, celebrámos um dos grandes acontecimentos da História da humanidade que trouxe inovação e  que mudou o mundo. Quando há 100 anos se concretizou a escala da primeira travessia aérea transatlântica nos Açores (mais concretamente em Ponta Delgada e na Horta), a posição geoestratégica dos Açores ficou afirmada”. – acentuou a Vereadora da Cultura.

Segundo adiantou, foi a partir deste acontecimento que “o arquipélago dos Açores passou a ter um papel importante no apoio às travessias aéreas. Passou a ser reconhecido como o elo entre o continente europeu e o continente americano. Importância esta reafirmada aquando da segunda guerra mundial”.

Maria José Lemos Duarte acrescentou, entretanto, que “tanto nos Açores como em Portugal continental a aviação comercial desenvolveu-se, ficando assim os Açores  mais próximos do resto do mundo, abrindo novas perspetivas económicas e comerciais e permitindo uma maior mobilidade dos açorianos não só entre as 9 ilhas, mas também, para fora das fronteiras açorianas”.

“Não há dúvida de que o centenário da primeira travessia aérea transatlântica não poderia deixar de ser recordado, tendo em conta não só a sua importância histórica, mas também, o importante impacto que teve nos Açores e nas suas gentes.” – sustentou.

Sendo assim, aproveitou a oportunidade para louvar o Instituto Açoriano de Cultura, na pessoa do seu presidente e mentor do colóquio, Carlos Bessa, a que  a  Câmara de Ponta Delgada prontamente se associou, destacando o trabalho de Carlos Riley, coordenador do projeto “Asas sobre o Atlântico”, cujos textos publicados na revista Atlântida deram origem ao livro “100 anos de aviação nos Açores”.

Agradeceu, em nome do Presidente da Câmara, a participação de todos os palestrantes, os quais se debruçaram sobre os tempos pioneiros da aviação nos Açores e a posição estratégica das ilhas açorianas.

“Os vossos contributos foram e são aportações fundamentais para evocar, celebrar e transmitir conhecimento. É com eventos como este que o Município de Ponta Delgada tem cumprido com a sua obrigação para com a História, para com o presente e também para com o futuro. Eventos como este são fundamentais para compreendermos a nossa identidade e a nossa importância, neste caso, geoestratégica no contexto mundial.” – concluiu.