Europeias: Vasco Cordeiro quer “mais vozes” a defender os Açores no Parlamento Europeu

O presidente do Governo dos Açores defendeu hoje que “quanto mais defensores” tiver a região no Parlamento Europeu, “melhor”, numa altura em que se perspetiva que o PSD não apresente um açoriano em lugar elegível no próximo sufrágio.

“Sei que há questões do ponto de vista partidário, que ninguém ignora, deixo essas questões a quem tem de tratar delas”, sublinhou o presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, abordando, sem concretizar, a lista do PSD às europeias de maio, com o candidato indicado pela estrutura açoriana, o antigo presidente da Assembleia da República Mota Amaral, a poder não integrar a mesma em lugar elegível.

Questionado sobre o sufrágio europeu na Horta, à margem da sessão plenária da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Vasco Cordeiro assinalou que “quantas mais vozes houver a defender os Açores a nível europeu, melhor”, acrescentando que “dificilmente passa pela cabeça de alguém” que a região possa ter menos representantes do que agora no hemiciclo europeu.

“Acho que dificilmente passa pela cabeça de alguém que isso possa acontecer. Nós não somos apenas mais uma região. Nós somos uma região ultraperiférica, fazemos parte do núcleo essencial de diferenciação por parte da União Europeia. Não são muitas as regiões ultraperiféricas que existem na União Europeia”, prosseguiu.

Atualmente, e em resultado das últimas eleições europeias, no Parlamento Europeu estão, pelos Açores, os deputados Ricardo Serrão Santos (PS) e Sofia Ribeiro (PSD).

O PS/Açores indicou para o sufrágio de maio o nome de André Bradford, que segue em 5.º na lista nacional, ao passo que no PSD o nome avançado – Mota Amaral – pode ser remetido para um lugar tido por não elegível.

No passado fim de semana, o Conselho Regional do PSD/Açores declarou manter a “legítima expectativa” de ver o antigo presidente do Governo Regional Mota Amaral “em lugar elegível e cimeiro” na lista social-democrata às eleições de maio.

“Relembro o que disse ao doutor Rui Rio a 28 de outubro do ano passado, no nosso Congresso Regional: primeiro estão os Açores, e só depois o PSD”, disse na ocasião o líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio.

Na quarta-feira, o presidente do PSD/Açores irá ao Conselho Nacional do partido “dizer que os Açores não abdicam de um lugar elegível” na lista a Bruxelas, “tal como acontece há mais de 30 anos”.

Só num momento posterior a esse, e se Mota Amaral não ficar num lugar considerado elegível, “serão tomadas outras ilações” pela estrutura açoriana do PSD.

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