Etiquetagem de árvores cortadas para o Natal salvaguarda a floresta dos Açores


A Diretora Regional dos Recursos Florestais afirmou hoje, no Faial, que a etiquetagem das árvores autorizadas para corte na época do Natal permite salvaguardar a floresta dos Açores e, ao mesmo tempo, manter viva a tradição de árvores naturais nesta época do ano.

“A disponibilização de etiquetas tem sido um projeto com bons resultados, porque permite, por um lado, assegurar aos consumidores que as árvores que estão a adquirir são provenientes de zonas autorizadas para corte, onde existe um povoamento em excesso, e, por outro, manter viva a tradição das árvores de Natal naturais”, salientou Anabela Isidoro.

A Diretora Regional falava à margem da etiquetagem de um lote de árvores de criptoméria cortadas pelos Serviços Florestais na ilha do Faial, precisamente para fazer face a solicitações de escolas no período de Natal, numa iniciativa que contou com a presença de alunos da EB1/JI de Castelo Branco.

“São árvores cortadas numa floresta que tem uma gestão sustentável. São árvores que era mesmo necessário cortar. Julgo que essa mensagem está a passar e se deixássemos de ter árvores etiquetadas as pessoas iam estranhar”, considerou Anabela Isidoro, acrescentando que as etiquetas colocadas nas árvores são numeradas e invioláveis para que se possa fiscalizar.

Anabela Isidoro recordou que o processo da etiquetagem das árvores para o Natal teve início há sete anos e permitiu evitar que houvesse tantos cortes ilegais de árvores, bem como que fossem cortadas as melhores árvores, evitando perdas de rendimento para os produtores no futuro, quando procederem ao corte e venda de madeira.

“A floresta é um bem inestimável pelos serviços que nos presta. Importa transmitir às gerações mais novas a importância de gerir a floresta de forma responsável, não tirando dela mais do que é possível, cuidando-a para que ela cresça”, disse Anabela Isidoro, salientando que os desbastes servem precisamente para retirar as árvores em excesso e escolher as melhores, que ficarão até ao corte final.

A Diretora Regional dos Recursos Florestais considerou ainda que, para os detentores de áreas florestais, que têm que esperar muitos anos pelo retorno do seu investimento, os desbastes podem significar uma receita intermédia, importante para a gestão da sua área.