“Estudo de caraterização de comportamentos aditivos não é o princípio nem o fim deste combate, é mais um meio para atingir um fim”

João Paulo Ávila, deputado do PS/A

João Paulo Ávila enalteceu, esta quarta-feira, o estudo de caraterização dos comportamentos aditivos na Região Autónoma dos Açores, requerido pelo Governo dos Açores, relembrando que este “não é o princípio, nem o fim deste combate às toxicodependências, é sim um meio para atingir um fim”.

Na interpelação ao Governo Regional dos Açores no parlamento dos Açores sobre este assunto, o deputado da bancada socialista destacou este estudo como a via para os decisores políticos e profissionais envolvidos nesta matéria, obterem os dados que “permitem aprofundar o seu conhecimento, basear as suas decisões em dados ainda mais concretos e melhorar continuamente a sua ação com base numa informação mais detalhada, localizada e com os intervenientes ainda melhor identificados”.

João Paulo Ávila salientou também o importante trabalho dos profissionais envolvidos nesta área sublinhando que “ao contrário do que diz o PSD, fazem um trabalho essencial na sinalização e também no combate a este flagelo social”.

“No último debate sobre a matéria dos comportamentos aditivos, o Partido Socialista anunciou que iria solicitar a presença da Sra. Secretária Regional da Saúde na Comissão de Assuntos Sociais para debatermos e analisarmos, sem qualquer limitação, este estudo”, afirmou o deputado referindo-se à audição de Teresa Machado Luciano agendada para a próxima semana, em sede de Comissão de Assuntos Sociais.

João Paulo Ávila lamentou novamente a atitude do maior partido da oposição de ignorar este agendamento de audição, ao provocar esta interpelação na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, “só para querer fazer parecer que lidera este assunto na política açoriana” e argumentou que é em sede de comissão, “como primeira instancia”, que se deve analisar este estudo dos comportamentos aditivos, justificando: “em reunião de comissão não há limite de tempo, cada deputado pode fazer as perguntar que desejar, em todas as rondas de perguntas que existirem”.

E deixou o alerta: “somos todos agentes dos resultados deste estudo e responsáveis pela sempre necessária melhoria que se deve levar a cabo na Região. O nosso contributo é essencial e é importante que cada um de nós, no Parlamento, no Governo, nas Autarquias, nas Instituições, nas Associações, trabalhe sempre com a finalidade de termos um futuro mais saudável”.