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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou, em Angra do Heroísmo, que a estratégia do Governo dos Açores para o setor agrícola tem-se revelado acertada, atendendo à evolução qualitativa e quantitativa verificada nos últimos anos.

“(A agricultura) evoluiu muito, pelo esforço e empenho dos agricultores, pela estratégia que o Governo definiu para o setor, em colaboração com as associações representativas dos produtores”, salientou João Ponte, que falava sexta-feira na iniciativa ‘Noite de Palestras’, organizada pela Associação dos Jovens Agricultores Terceirenses (AJAT).

O titular da pasta da Agricultura salientou que a estratégia adotada passou pela modernização das infraestruturas, que permitiu dar um “salto qualitativo e quantitativo extraordinário” ao nível dos caminhos, do abastecimento de água e de eletricidade às explorações, e da rede regional de abate, que resultou também do investimento na genética, sanidade animal, formação dos agricultores e no bom aproveitamento dos fundos comunitários.

“Se olharmos aos apoios diretos do Governo para a redução de custos, para a rentabilização da atividade agrícola, para a reestruturação financeira das explorações e outros investimentos estratégicos que a Região fez ao nível de laboratórios, parque de exposições, dá bem nota de que foi uma estratégia acertada e de sucesso”, considerou João Ponte.

O Secretário Regional frisou, ainda, que o setor agrícola nos Açores continua a ser “extremamente importante” pelo emprego sustentável que cria e pelo contributo que dá para as exportações e para a economia da Região, daí que na proposta de Plano de Investimentos para 2018 sejam afetos 170 milhões de euros à agricultura, que correspondem a 22% do total da verba prevista no Plano.

Trata-se do setor que maior dotação tem ao nível do investimento no Plano para o próximo ano, o que expressa bem que “a agricultura é uma grande prioridade para o Governo dos Açores” e que o Executivo tem ido “até ao limite das suas possibilidades” no sentido de apoiar a agricultura.

Relativamente ao preço do leite, João Ponte admitiu que ainda é preciso esbater mais a diferença entre o valor pago aos produtores açorianos em comparação com o que é pago em Portugal continental e no resto da União Europeia, sendo este um desafio que cabe às industrias.

“Felizmente, no último ano, verificou-se um aumento no preço médio do leite de cerca de três cêntimos. Isso dá-nos, para os próximos tempos, esperança e confiança que o setor irá continuar a melhorar e a evoluir de forma positiva”, disse João Ponte, acrescentando que os agricultores açorianos sempre demonstraram resistência e confiança.

João Ponte apontou também o bom aproveitamento dos fundos comunitários no arquipélago, sendo que no caso do programa PRORURAL+ a taxa de compromisso é superior a 80% no que se refere aos apoios à modernização das infraestruturas agrícolas.

Paralelamente, defendeu a necessidade de se continuar a trabalhar para garantir o reforço da dotação do POSEI para os Açores devido aos elevados custos de produção nas ilhas, bem como negociar um bom orçamento para a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020.

Continuar a apostar na qualidade das produções e na inovação, aumentar e reforçar a notoriedade da produção regional, associando a isso a imagem do leite e da carne produzido em pastagem, onde há grande preocupação com o bem-estar animal, e encontrar novos mercados são desafios identificados por João Ponte para o futuro do setor agrícola nos Açores.

“Isto tem de se traduzir numa valorização para que, de facto, haja uma distribuição justa do rendimento ao longo de toda a cadeia (agricultores e indústria)”, afirmou João Ponte.

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