Andreia Carreiro falava à agência Lusa após um encontro realizado no Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), em Ponta Delgada, sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável no setor da energia.

A governante explicou que a estratégia açoriana para a Energia 2030 pretende responder às necessidades arquipelágicas, explorar as potencialidades dos recursos naturais e endógenos da região e garantir o cumprimento dos compromissos internacionais, tendo como principais objetivos assegurar a segurança do abastecimento das populações, reduzir o custo com a energia e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Estes objetivos “têm que estar alinhados com princípios orientadores, através da suficiência energética, da eficiência energética e da descarbonização”, considerou.

Sobre estes princípios, esclareceu que o primeiro consiste em “dimensionar de forma correta o tipo de equipamentos”, o segundo “em escolher equipamentos com uma melhor classe energética” e que o terceiro dita que a “energia seja produzida com base em fontes renováveis”.

O documento base da Estratégia Açoriana para a Energia 2030 esteve a ser discutido no final do ano passado e, neste momento, a Direção Regional da Energia está a elaborar o documento final, que será, também, sujeito a consulta pública, a partir de setembro, avançou a governante, que destacou algumas medidas setoriais, como as destinadas às IPSS e às escolas.

No âmbito internacional, a governante mencionou vários projetos europeus que a região integra, destacando o “Clean Energy for EU Islands”, projeto que envolve mais de 2.200 ilhas e arquipélagos e que é liderado por 26 regiões, sendo os Açores uma delas.

“Evidenciámos a evolução, ao longo dos últimos anos e, também, o potencial que aqui temos, que é fundamental. Conseguimos demonstrar que temos um conjunto de recursos naturais que não existe em qualquer parte do mundo e acabamos por ter essa característica diferenciadora e desafiante, que é o facto de sermos nove ilhas, cada uma delas com características muito diferentes do ponto de vista dos recursos naturais que tem”, afirmou.

Andreia Carreiro destacou ainda a importância que a alteração do processo de candidatura à Tarifa Social de Energia Elétrica, que, desde 2016, é feito de forma automática, teve para o aumento dos beneficiários desta medida, que garante descontos na fatura energética a clientes economicamente vulneráveis.