“Não tenho neste momento, mas deveremos ter até ao início da próxima semana, uma estimativa global de danos, estimativa que vai muito além da área que tutelo”, disse a secretária regional com a tutela das Obras Públicas, Ana Cunha, falando aos jornalistas em Ponta Delgada.

E precisou: “Estamos ainda a fazer esse levantamento, com algum cuidado. Há os danos visíveis e os não visíveis”.

O porto das Lajes das Flores é a “infraestrutura que mais preocupa”, mas uma equipa da Portos dos Açores que tem estado no local tem trabalhado para o mais rapidamente possível haver navegação para o porto, mesmo que com barcos de menor dimensão.

A governante acrescentou ainda que “durante esta semana” haverá para a ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago, e também no grupo Ocidental dos Açores, o mais afetado pelo “Lorenzo”, uma viagem para “abastecimento de bens essenciais, gás e combustível”.

O combustível chegará via ilha Terceira e os bens essenciais e o gás devem ser enviados pelo Faial, acrescentou Ana Cunha.

A passagem do furacão “Lorenzo” pelos Açores, na madrugada e manhã de quarta-feira, dia 02 de outubro, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.

O porto das Lajes das Flores ficou “totalmente destruído”, colocando constrangimentos ao abastecimento de combustível por via marítima à ilha, o que levou o Governo Regional a declarar “situação de crise energética”.

Segundo o executivo açoriano, os trabalhos de limpeza e remoção dos destroços deste porto tiveram início na quinta-feira, 03 de outubro, “mal o estado do tempo o permitiu, estando atualmente já limpa 70% da área do terrapleno”.