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O Vereador que detém o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Ponta Delgada, Paulo Mendes, afirmou hoje que que a realização do Encontro Nacional de Urban Sketchers no concelho “reforça o potencial dos Açores enquanto território onde a relação entre a natureza e a cultura tem um fortíssimo impacto no nosso quotidiano e da nossa própria  centralidade”.

Falando na inauguração do evento, no Centro Comercial Sol Mar, Paulo Mendes referiu que a realização deste evento ainda se torna mais importante numa altura em que Ponta Delgada é uma das cidades candidatas a capital europeia da cultura.

“A iniciativa converge de forma plena com a estratégia da cultural do Concelho de Ponta Delgada. Um concelho ambiciona fazer da cultura um instrumento privilegiado de ligação ao nosso passado, da construção do nosso presente e da projeção do nosso futuro e  numa ligação permanente e ousada com as outras culturas” – acentuou.

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Segundo adiantou Paulo Mendes, “para nos ligarmos aos outros temos de conhecer a nós próprios. Por isso, as mais de 60 pessoas que estão presentes nesse evento vão, através do desenho, contribuir para um melhor conhecimento do nosso património”.

O Vereador da Cultura disse, ainda, que “a prática de Urban Sketchers tem também a virtude de fazer com que a cultura possa ser assumida enquanto uma via de consciencialização sobre as virtudes e os problemas dos territórios e em potenciar, através do desenho uma intervenção cívica”.

“Ponta  Delgada já tem a sua estratégia cultural concluída até 2030, o que é um sinal claro do nosso compromisso em fazer da cultura um dos nossos principais alicerces de desenvolvimento” – concluiu.

O Encontro Nacional de Urban Sketchers decorre, até 3 de outubro, na ilha de São Miguel e visa celebrar, através do desenho, a ligação entre os Sketchers de todo o país e convida a uma experiência única e criativa, em que a escolha enfática do Café, pela sua liquidez e aroma, dará cor e originalidade aos registos.

A iniciativa USK Açores, que tem o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada, conta com conversas, exposições e workshops em torno de diários gráficos, atividades amplificadas pela sinergia da ilha e das gentes que a habita. Neste contexto, espera-se um movimento pluridisciplinar entre artistas, comércio, associações, municípios, governo e entre todos os que dão corpo à nossa cultura.

O evento tem como objetivo promover a prática do desenho em diário gráfico como forma de registo atento e preservação de memória do património local; valorizar o património imóvel, imaterial e paisagístico dos concelhos de Ponta Delgada e Ribeira Grande e unir no território aquilo que a contingência geográfica separa. O programa tem uma forte componente formativa que conta com a participação de Daniel Moraes, Mário Linhares e Tiago Cruz.

No primeiro dia as atividades ocorrem na cidade de Ponta Delgada, privilegiando a orla marítima, sendo um dos roteiros um passeio marítimo que permitirá aos participantes desenhar a costa fazendo uma aproximação gradual à ilha e ao seu relevo, um momento assinalado pela primeira vez no âmbito do desenho “un situ”. Dos restantes roteiros, um dirige-se ao Forno da Cal e o outro culmina na locomotiva Black “howtorn”, um marco histórico da avenida e do porto.

O segundo dia será dedicado às Sete Cidades, onde vamos desenhar para além da paisagem com a colaboração do Museu Carlos Machado. Esperam-se atividades de aproximação patrimonial, workshops, conversas e um piquenique de inspiração local. De regresso a Ponta Delgada, o dia termina com uma oficina de desenho, no Espaço VAGA, onde é feita uma aposta na imprevisibilidade de ferramentas e utensílios de desenho.

O último dia do Encontro, após a passagem pela idílica Lagoa do Fogo, foca-se no centro no centro histórico da Ribeira Grande, passa por Rabo de Peixe para se Esventrar um desenho e termina no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas com Inauguração da exposição itinerante (a)Riscar o Património e sessão de encerramento.

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