Empresas açorianas dizem que “união faz a força” na hora de fazer negócios

As empresas açorianas que marcaram presença em Lisboa na feira agroalimentar SISAB valorizam os contactos feitos e admitem que a “unidade” trazida pela “marca Açores” traz vantagens na hora de falar com potenciais clientes.

“A união faz a força”, conta à agência Lusa Isabel Marques, da Companhia dos Açores, empresa que faz a revenda de várias marcas emblemáticas do arquipélago.

Traçando um balanço da presença de três dias em Lisboa, a responsável enaltece contactos feitos com investidores norte-americanos, alemães e holandeses, em concreto, mas diz ser necessário esperar pelo ‘follow-up’ dos próximos meses para a efetivação plena de negócios.

Ana Simões, gerente da Espada Pescas – empresa de pesca, transformação e comercialização de pescado -, diz por seu turno que os melhores contactos foram feitos no mercado norte-americano e canadiano, mas destaca também a “curiosidade” demonstrada por asiáticos nos peixes que trouxe ao SISAB.

Peixe-porco ou goraz foram apenas dois tipos de peixe comuns nos Açores que a Espada Pescas mostrou em Lisboa, numa feira “importante” e onde a marca Açores está “valorizada”, declara Ana Simões.

Cerca de três dezenas de empresas dos Açores estiveram presentes na edição desde ano do Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas – SISAB, que decorreu entre segunda-feira e quarta-feira em Lisboa.

Entre as empresas que se deslocaram à feira de Lisboa houve, por exemplo, companhias ligadas aos setores de lacticínios, conservas, licores, chá, ananás ou carne e enchidos.

Todos os responsáveis contactados pela agência Lusa destacaram como muito positivo o apoio dado pelo executivo açoriano para a presença no SISAB, deixando, todavia, algumas sugestões para o futuro: “Podíamos ter aqui uma vaca, alguma imagem de campos verdes, uma maior aposta na imagem”, disse um dos gestores, por exemplo.

De acordo com o Governo Regional, a participação da região na feira “integra-se na estratégia de incremento de exportações de produtos e serviços regionais desenvolvida” no arquipélago.

O SISAB é tido como a maior plataforma de negócios na fileira agroalimentar, juntando no mesmo espaço mais de 500 produtores que recebem a visita de compradores internacionais oriundos de mais de 100 países.

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