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A Comissão Especializada do Turismo da Câmara do Comércio de Ponta Delgada considerou hoje que são indispensáveis medidas como o reforço da promoção dos Açores e aumento de investimento, para 2023 ser positivo em termos turísticos.

Numa nota divulgada hoje, na sequência da uma reunião realizada na segunda-feira, a Comissão Especializada do Turismo aponta que “tendo em consideração a evolução que o setor tem vindo a registar, perspetiva-se que em 2023 continue a haver um crescimento, mas em níveis muito inferiores ao que se está a verificar em 2022”.

“Há preocupação com a conjuntura, que é de grande incerteza, com previsível queda do crescimento económico, ou mesmo de recessão nos principais mercados emissores, o que terá reflexos no setor”, lê-se na nota.

Desta forma, é referido, para que 2023 seja um ano positivo para o turismo é indispensável que, também a nível regional, “sejam adotadas políticas e medidas adequadas, que passam prioritariamente pelo reforço da promoção dos Açores com aumento de investimento nesta área, com especial enfoque na manutenção de rotas sustentáveis que estão na base da evolução do turismo em 2022”.

A associação empresarial defende ainda um “trabalho continuado de procura de novos mercados, sendo que a “agilização dos procedimentos da promoção é também um aspeto que deve ser priorizado, particularmente na mobilização dos recursos disponibilizáveis para este efeito”.

A Comissão Especializada do Turismo da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada considera que é “também indispensável” a criação e divulgação de planos anuais de atividades de animação por parte dos municípios, principalmente as ações desenvolvidas na época baixa, para que os operadores possam divulgá-las nas suas ações promocionais”.

Além disso, defende uma “estratégia concertada de melhoria da formação e da educação”, a “desburocratização e celeridade na apreciação das candidaturas ao SOLNERGE, enquanto alternativa sustentável em termos de energia e mitigadora de custos, bem como face à previsão de agravamento significativo dos custos com a energia, dos encargos com pessoal e matérias-primas, que terão impactos muito fortes na competitividade do setor”.

O organismo reivindica igualmente “urgência no conhecimento das regras dos novos incentivos ao investimento, a serem contemplados no Programa Operacional Açores 2030”, um ponto de “situação da medida de recapitalização das empresas prevista no PRR, no montante de 125 milhões de euros” e “medidas de combate à insegurança, através de ações integradas envolvendo área social e o policiamento, designadamente no que se refere às dependências”.

De acordo com os empresários, o ano de 2022 “está a confirmar a retoma da atividade turística, com uma evolução positiva, embora sem atingir ainda, em termos globais, os valores de dormidas de 2019”, tendo sido registado “como aspeto positivo a verificação do esbatimento da sazonalidade, o que está a permitir uma melhoria da rentabilidade dos negócios, num contexto de agravamento de custos, que teve especial impacto em algumas atividades, em especial da animação turística”.

A falta de mão-de-obra especializada no setor “continua a ser um aspeto negativo” e a formação profissional “continua a não corresponder às necessidades do setor, devido à inexistência de uma estratégia de aproveitamento das escolas profissionais ao longo dos últimos anos”, ainda segundo o organismo.

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